O reitor do Santuário de Fátima defendeu hoje a necessidade de os cristãos não se fecharem sobre si e as suas necessidades, pois “é nestas horas difíceis que é mais importante vencer a indiferença diante do sofrimento dos outros”.

Nossa Senhora mostra “que o nosso lugar é junto à cruz de quem sofre: para ajudarmos, para consolarmos, para apoiarmos, para aliviarmos o sofrimento”, disse o padre Carlos Cabecinhas na homilia da missa que celebrou na Basílica da Santíssima Trindade, em Fátima.

“Quando, hoje, não apenas rezamos pela paz, mas também nos dispomos a acolher os refugiados que chegam, por causa da guerra, na Ucrânia ou em outras partes do mundo, estamos a imitar a atitude de Maria junto à cruz”, disse.

Quando “nos recusamos a ficar indiferentes diante do sofrimento de tantas pessoas, de tantos inocentes, atingidas pelas consequências de uma guerra cruel e absurda; quando condenamos uma agressão e vontade de domínio, que não tem em conta o sofrimento que provoca e não hesita em recorrer aos mais hediondos meios para aterrorizar e vencer, estamos a imitar a coragem de Maria, junto à cruz, quando todos os outros fugiram ou se esconderam”, acrescentou o reitor do Santuário de Fátima.

Carlos Cabecinhas sublinhou, também, perante os muitos peregrinos presentes na cerimónia, que, nestes dias de Semana Santa, a Palavra de Deus exorta a que os cristãos estejam “junto à cruz de quem sofre” ao seu lado.

“Hoje, exorta-nos a acolhermos os refugiados ucranianos que chegam sem nada”, afirmou.

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