A Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria) apresentou esta segunda-feira, dia 29 de junho, um conjunto de projetos estruturantes em curso no Hospital Distrital de Santarém, num valor superior a 19 milhões de euros.

Os investimentos, com financiamento maioritário do Portugal 2030 (através do PRR e do Alentejo 2030), destinam-se à aquisição e renovação de equipamentos e sistemas de informação, requalificação das infraestruturas hospitalares e dos cuidados de saúde primários para o período 2026-2030.

Os dados foram apresentados numa sessão pública realizada no auditório do Hospital Distrital de Santarém (HDS) pelo presidente do conselho de administração da instituição, Pedro Marques. O responsável classificou os investimentos como necessários para requalificar as instalações e dar respostas com maior segurança e eficácia à população.

“Ao fazermos este investimento no edifício e nos equipamentos, também nos permite atrair profissionais de saúde que hoje em dia, por exemplo nas áreas cirúrgicas, querem ter tempo de bloco, oportunidade de fazer acontecer saúde sobre as pessoas”, destacou Pedro Marques. O presidente revelou ainda que a instituição atraiu nove novos médicos de família para a região, que vão dar resposta a mais de 14 mil utentes.

Uma das áreas de maior investimento incide na renovação tecnológica, através da aquisição de novos equipamentos para o HDS e para as Unidades de Cuidados de Saúde Primários, com o intuito de reforçar a capacidade de diagnóstico, tratamento e monitorização clínica.

Entre os equipamentos, destacam-se tecnologia na área da imagiologia, equipamentos cirúrgicos e sistemas de monitorização que contribuem para a melhoria da qualidade, segurança e eficiência dos cuidados prestados.

“A imagiologia é crítica numa atividade de saúde, sobretudo como a hospitalar, é por isso que privilegiámos um investimento superior a dois milhões de euros nesta área”, sublinhou Pedro Marques.

O plano inclui também a aquisição de 146 camas hospitalares elétricas, que pretendem reforçar o conforto, a segurança e o bem-estar dos utentes, bem como a aquisição de novos softwares e sistemas de informação, que permitirão modernizar os processos assistenciais e administrativos.

“A intenção é nós darmos uma resposta muito mais diferenciada no novo edifício, a áreas que no horizonte de cinco a dez anos se vão revelar incapazes de acompanhar o progresso e a evolução”, declarou.

Em paralelo, decorre um amplo programa de requalificação do internamento que engloba, numa primeira fase, intervenções nos serviços de Medicina, Cirurgia, Obstetrícia/Neonatologia e Psiquiatria, bem como a criação de uma nova Unidade de Cuidados Intermédios de Medicina Interna (UCIMI).

Estão igualmente em construção um novo edifício de Psiquiatria e Pedopsiquiatria, a nova Unidade de Preparação de Citotóxicos, a nova base da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e a renovação de infraestruturas consideradas críticas, como redes de abastecimento de água e a infraestrutura elétrica do hospital.

Dado a diminuição da capacidade de resposta da instituição devido às obras, Pedro Marques apela à população que avalie adequadamente a necessidade de recorrer ao hospital até ao final do mês de agosto ou início de setembro.

“Vamos ter muita obra física a acontecer, muito equipamento a ser colocado, novos circuitos e novas rotinas a serem feitas, para depois a seguir podermos partir para uma fase mais de densificação da governação clínica”, afirmou.

O presidente do conselho de administração da ULS Lezíria adiantou ainda que está a ser planeado o plano diretor hospitalar para a próxima década, assente na diferenciação tecnológica.

“Já fazemos uso de ferramentas de inteligência artificial e vamos usar cada vez mais no diagnóstico e prognóstico de doentes. Estamos a evoluir para uma tecnicização superior e mais diferenciada da saúde”, defendeu.

 

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