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A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo prevê implementar “de forma gradual” o plano 2024-2030 hoje apresentado, para dar resposta aos “principais desafios de saúde identificados e priorizados” na região.

De acordo com a ULS do Médio Tejo, o Plano Local de Saúde 2024-2030 (PLS 2024-30), hoje apresentado, “define estratégias inovadoras, focadas nos principais desafios de saúde identificados e priorizados”.

O “cancro da traqueia, brônquios e pulmão, as doenças cerebrovasculares, o cancro de mama, o suicídio e os acidentes de viação” são, segundo a ULS, “os cinco maiores problemas” da região.

Nesse sentido, o PLS 2024-2030 prevê a “definição de planos de ação específicos”, que vão envolver a “promoção da saúde, a prevenção da doença, o tratamento e reabilitação e, também, a investigação”, indica em comunicado a ULS Médio Tejo, que abrange 11 municípios e cerca de 170 mil pessoas.

“Este plano estratégico, […] o primeiro a ser aprovado em toda a região de Lisboa e Vale do Tejo após a reforma organizacional do SNS [Serviço Nacional de Saúde] de 2024, tem como objetivos orientar a ação e apoiar a tomada de decisão no setor da saúde, com base nos princípios da colaboração, parceria e intersetorialidade”, refere o presidente do conselho de Administração da ULS, Casimiro Ramos, citado na nota.

O plano, acrescenta o responsável, “não é apenas um conjunto de intenções, mas sim um compromisso com resultados concretos e mensuráveis” a curto e médio prazo.

“Traçámos indicadores claros e transparentes para avaliar o impacto das ações que serão implementadas. Só assim garantimos que o plano vai fazer a diferença na vida das pessoas”, declara o gestor, salientando o envolvimento da comunidade na elaboração do projeto, porque “a saúde é um direito de todos e uma responsabilidade de todos”.

Também citado no comunicado, o porta-voz do grupo de trabalho da Unidade de Saúde Pública (USP) da ULS Médio Tejo, entidade responsável pela elaboração do PLS 2024-30, destaca que o plano “é um ponto de partida e não um destino final”, sendo importante “aprender, ajustar e melhorar qualquer uma das estratégias”, para “garantir que o plano tem o maior impacto possível na saúde e bem-estar da população” do Médio Tejo.

Assim, assegura Paulo Luís, há o compromisso de “monitorizar e adaptar o plano, sempre que necessário, para responder às necessidades da comunidade e às novas evidências científicas”.

 A ULS Médio Tejo passou a agregar em 01 de janeiro de 2024 o Centro Hospitalar do Médio Tejo e o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, assegurando a prestação dos cuidados de saúde nos concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha (todos do distrito de Santarém) e Vila de Rei (distrito de Castelo Branco).

Com população residente na área geográfica de abrangência de cerca 170 mil pessoas, a ULS tem 2.780 profissionais e dispõe de três unidades hospitalares (localizadas em Abrantes, Tomar e Torres Novas) separadas entre si por cerca de 30 quilómetros.

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