Foto de arquivo
Foto de arquivo

A Maternidade da ULS Médio Tejo registou 823 nascimentos em 2025, um aumento de cerca de 9% face aos 755 partos de 2024, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos 800 nascimentos na unidade de Abrantes, foi hoje anunciado.

Em declarações à Lusa, o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Médio Tejo sublinhou a importância estratégica deste crescimento, destacando a confiança das famílias na maternidade e a capacidade das equipas em manter uma resposta segura e humanizada.

“Apesar das dificuldades que enfrentamos, o aumento do número de nascimentos evidencia a confiança das famílias na nossa maternidade e o empenho das equipas em assegurar cuidados seguros, contínuos e humanizados. Parte deste crescimento resulta também da afluência de grávidas provenientes de outras unidades, reforçando a nossa relevância regional”, disse Casimiro Ramos.

Segundo a ULS Médio Tejo, em nota informativa divulgada hoje, este aumento traduz-se num crescimento de cerca de 9% face aos 755 partos registados em 2024, ano em que a maternidade registou uma ligeira quebra de 6,9% em relação a 2023.

Com os 823 nascimentos de 2025, a maternidade ultrapassa pela primeira vez a barreira dos 800 partos anuais.

Do total de bebés nascidos, 400 são meninas e 423 meninos, e a distribuição territorial evidencia a ligação da maternidade ao Médio Tejo, com 40% dos partos correspondendo a utentes do concelho de Torres Novas, 30,7% ao concelho de Abrantes e 14,7% ao concelho de Tomar.

Cerca de 14% dos nascimentos (115 bebés) dizem respeito a utentes provenientes de fora da área de abrangência da ULS, principalmente dos concelhos de Santarém, Leiria e Caldas da Rainha.

Durante 2025 registaram-se 12 partos de gémeos e 7,29% dos partos foram pré-termo, apoiados pela Unidade de Neonatologia da maternidade, assegurando cuidados especializados aos recém-nascidos que deles necessitam.

A maternidade apresenta também uma diversidade significativa entre as mães estrangeiras, que correspondem a cerca de um terço dos partos, abrangendo 25 nacionalidades distintas. As mais representativas são as brasileiras e angolanas, que foram três quartos desses casos.

Segundo a ULS Médio Tejo, o aumento dos nascimentos na maternidade reforça a sua relevância regional e, como destaca a unidade, “reflete a confiança das famílias na qualidade, segurança e humanização dos cuidados prestados”, contribuindo para manter a vitalidade demográfica local.

O presidente destacou ainda o “investimento contínuo” em equipamentos e instalações, que permite “garantir que cada mãe e cada bebé recebem atenção digna e humanizada”.

A ULS subinha ainda que o aumento da natalidade “reforça a centralidade da maternidade da ULS Médio Tejo” no sistema materno-infantil do Serviço Nacional de Saúde, “garantindo cuidados de qualidade, humanizados e seguros”, e “consolidando o seu papel como referência suprarregional”.

A nível nacional, Portugal registou em 2025 o maior número de nascimentos da última década, com 87.708 recém-nascidos rastreados pelo Programa Nacional de Rastreio Neonatal, mais 3.077 do que em 2024.

Leia também...

Hospital de Santarém cria manual sobre diabetes tipo 1

O Grupo da Diabetes Pediátrica do Hospital Distrital de Santarém (HDS) criou um manual que compila informação sobre diabetes tipo 1 para ajudar as…

73% da população da Lezíria já foi inoculada com pelo menos um dose de vacina da covid-19

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria administrou 135.934 vacinas até ao dia 11 de Junho, um número que representa que mais…

Hospital de Santarém retoma visitas aos doentes internados

Visitas tem algumas limitações.

Miguel Castanho avisa que Inverno e Natal tornam inevitáveis medidas de protecção

O investigador Miguel Castanho considera inevitável que, com a evolução da pandemia na Europa, a chegada do Inverno e o aproximar do Natal, se…