Com o mundo em isolamento social, “Estamos ‘mais’ juntos” do que nunca. E nunca é demais relembrar a frase inscrita na capa do jornal que, semanalmente, vai para as bancas todas as sextas-feiras e para as casas dos leitores espalhados pelo mundo: “O Jornal de Todos e para Todos os Ribatejanos”.

O Jornal foi fundado a 9 de Abril de 1891 pelo ribeirense João Arruda (1868-1934) sob o nome de Correio da Extremadura, mas com o olhar na criação de uma nova região, o Ribatejo. Ao longo de décadas, o Jornal passou por revoltas, mudanças políticas e movimentos sociais, defendendo sempre os interesses da sua região e do seu distrito. Resistiu sempre. Este, é só mais um desafio.

Escrito por dezenas de mãos, e que tem marcado gerações, nesta edição comemorativa dos 129 anos do ‘Correio’, reunimos 52 rostos de Homens e Mulheres que fizeram a contracapa deste Jornal, aos quais se juntam outros seis: os dos homenageados deste ano: Bernardo Santareno (a título póstumo), Rui Manhoso, Salomé Rafael, Vítor Serrão, Jaime Carvalho e Inês Henriques.

Homens e mulheres das mais diversas áreas e quadrantes, mas que têm um denominador comum: todos (as) ajudaram a construir e a dar identidade a este vasto território cultural que é o Ribatejo.

Por isso, mais do que celebrar a efeméride, a comemoração destes 129 anos do Jornal é o renovar do contrato de fidelidade com os valores que sempre nortearam este projecto editorial.

O Correio do Ribatejo tem estado sempre, ao longo da sua história, na primeira linha da defesa do património natural e edificado da região e tem promovido a cultura, o associativismo, a identidade e a coesão regional e o tecido empresarial.

Nesse sentido, e pela terceira vez, a administração do Jornal decidiu distinguir publicamente personalidades que se têm destacado na região e que simbolizam estes valores.

“Este ano, propusemo-nos distinguir personalidades que entendemos merecer destaque. Se o merecimento é por demais evidente, nas diferentes facetas que todos eles assumem, a verdade é que são sempre uma gota no oceano de notáveis personalidades que mereciam subir a este palco”, afirma João Paulo Narciso, director do Correio do Ribatejo.

“Temos noção que nunca chegaremos a todos e que, nem no próximo século, seremos totalmente justos com todos os que merecem esse reconhecimento”, admite o responsável.

Desde há três anos que a administração do Jornal tem distinguido pessoas e instituições: em 2018, foi dado relevo à acção Arlindo Consolado Marques, João Gomes Moreira (a título póstumo), César Marinho, José Júlio Eloy, José Manuel Nogueira Gonçalves e “Os Três Bairros”.

No ano passado, foram distinguidos Pedro Canavarro, Jorge Justino, Miguel Castanho, Cândido de Azevedo, Rui Rosa, Rodrigo Castelo e O Veto – Teatro Oficina.

“Pretendemos, com estas homenagens, associar todos os Ribatejanos, mostrando-lhes a nossa gratidão e reconhecimento”, conclui João Paulo Narciso.

A história deste Jornal é, pois, indissociável da História da Região e do País. Mas os laços que unem o Correio do Ribatejo à comunidade não são meramente históricos ou sentimentais.

Existe uma ligação mais forte, que vai para além destes aspectos: une pessoas e lugares e ajuda a formar identidade. Estamos juntos. Continuamos juntos.

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