O mural `Ode a Santarém´, localizado no muro junto ao Convento de São Francisco, na envolvente do Jardim da República, da autoria de João Maria Ferreira foi esta manhã inaugurado.
Mais do que uma intervenção artística, este mural é um convite a olhar para Santarém com novos olhos, através da sua história, da sua paisagem e das suas tradições, reforçando também a ligação profunda da cidade ao rio Tejo e à Ribeira de Santarém, numa relação que faz parte da sua identidade e da forma como o território se construiu e “onde antes era um muro cinzento” vincou João Teixeira Leite durante a inauguração da obra que segundo do autarca procura “projectar Santarém no futuro”.
“Este mural é um exemplo disso mesmo: talento local ao serviço da nossa identidade e da forma como queremos viver a cidade”, sublinhou.
Da autoria do artista João Maria Ferreira, natural de Santarém, a obra nasce de uma ligação próxima ao território e traduz, numa linguagem contemporânea, elementos que fazem parte da identidade de Santarém, como o Tejo, o património e a cultura ribatejana, explicou na sua curta mas elucidativa intervenção.
Na inauguração, João Maria Ferreira agradeceu à família, ao “mentor deste projecto”, António Esparteiro, ao presidente João Teixeira Leite e toda a sua equipa da Câmara Municipal de Santarém, e “à Farpa e aos meus maravilhosos alunos” que o ajudaram na pintura do mural “Ode a Santarém”.
Nas suas redes sociais João Maria partilhou: “no final, depois da festa, do descanso, do reconhecimento, eu sou apenas um homem, um lápis, e uma tela em branco. Sempre à espera da próxima, seja ela de que dimensão for, a minha natureza é a de fazer, sem parar, na busca de algo que muito possivelmente nunca encontrarei, mas feliz por nunca desistir”.
Integrada na estratégia do Município de valorização do centro histórico e do espaço público, esta intervenção pretende reforçar Santarém como um destino cultural, onde o património, o rio, a paisagem e a criação artística se cruzam.
O mural foi pensado para dialogar com o espaço onde se insere, respeitando o enquadramento urbano e acrescentando uma nova dimensão visual a uma zona emblemática da cidade, contribuindo também para valorizar a relação entre o planalto e a frente ribeirinha.





