O 1.º de Dezembro – U. Santarém do passado domingo teve um atractivo suplementar para além da partida jogada no sintético de Sintra: a massa adepta de ambos os clubes que ordeiramente vibraram pelas suas cores e coexistiram, lado a lado, na bancada, sem os habituais impropérios a que assistimos um pouco por todo o lado.

Se o jogo exigia tensão máxima, pelo que estava em causa, isso não afectou as massas associativas de ambos os clubes que mereciam um ‘cartão branco’ (agora muito na moda) tal foi a forma ordeira como se comportaram. Foram, por isso, um exemplo a seguir.

Do lado do U. Santarém, os apoiantes enchiam uma das pontas da bancada e não se calaram o jogo todo, nomeadamente os elementos da conhecida claque unionista que apoiaram a turma scalabitana desde que chegaram até que saíram do estádio, mesmo com o empate a ser um resultado que ficou aquém das expectativas.

Do lado do 1.º de Dezembro, a jogar em casa, naturalmente com um número de adeptos bem mais numeroso, puxaram pela sua equipa com cânticos e algumas coreografias na única bancada do recinto, nomeadamente, a famosa ‘onda’.

E se pensam que a claque de Sintra era organizada por um experiente adepto desengane-se, já que todo o mérito recaiu sobre um miúdo de sete ou oito anos, de nome Tomás, que não se cansou de indicar aos simpatizantes do 1.º de Dezembro as coreografias necessárias para aquele momento.

Um Tomás em cada recinto desportivo, de norte a sul de Portugal, e garanto-vos que era esta a receita para pôr o futebol das bancadas na linha e não apenas na de Sintra. Parabéns Tomás!

JPN

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