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Os Utentes da Saúde do Médio Tejo reclamaram junto do Centro Hospitalar da região um “reforço dos meios humanos e financeiros” que “permita dar continuidade à valorização dos serviços prestados” à população, disse hoje fonte daquela comissão.

Em declarações à Lusa, o porta-voz da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo, Manuel Soares, disse ter reclamado junto da administração do CHMT pelo “arranque célere das obras na urgência” da unidade hospitalar de Abrantes, e defendido a “necessidade de uma Unidade de Hemodinâmica e de um aparelho de ressonância magnética para o CHMT”, de um “aparelho de TAC para o hospital de Torres Novas”, a par do “arranque da cirurgia programada nesta unidade hospitalar [Torres Novas], e do “alargamento do serviço de internamento de pediatria de Torres Novas aos hospitais de Tomar e Abrantes”.

“Da análise da reunião que tivemos na quarta-feira com o Conselho de Administração (CA) sobre a actividade do Centro Hospitalar, foi-nos assegurado existir financiamento para as obras e investimentos a efectuar, e que serão realizados entre 2019 e 2020, sendo ainda de destacar que o CHMT vai começar, em breve, a realizar exames de final de especialidade, o que pode configurar um factor extra de atracção e fixação de profissionais de saúde” na região do Médio Tejo, notou.

Manuel Soares disse ainda que a reunião de trabalho “foi muito satisfatória”, tendo abrangido temas como os recursos humanos, plano de manutenção e aquisição de equipamentos, obras na urgência de Abrantes e nas Unidades de Tomar e Torres Novas, o serviço de Imagiologia e valorização do Serviço de Cardiologia, a optimização do Serviço de Nefrologia, transportes inter-hospitalares e de doentes, articulação com os Cuidados de Saúde Primários, e um balanço do Plano Contingência contra a gripe.

“Fazemos uma análise muito positiva do trabalho desenvolvido por este CA do CHMT e o conjunto dos seus trabalhadores, realçamos o constante diálogo e articulação com a Comissão de Utentes, e comprova-se que nos últimos anos o caminho seguido neste centro hospitalar tem sido o da valorização do serviço público de saúde, com qualidade e proximidade”, afirmou.

Fonte oficial do CHMT confirmou a reunião de trabalho, tendo referido que a mesma “decorreu no âmbito do planeamento habitual” da instituição.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 255 mil habitantes de 12 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

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