A Monumental Celestino Graça é a praça de touros de Santarém, sendo uma das mais míticas da tauromaquia nacional.

A praça tem capacidade para cerca 12.000 pessoas e é conhecida, mundialmente, por sediar corridas de touros e outros eventos relacionados à tauromaquia, sendo considerada um importante marco arquitetónico e cultural da cidade.

Aproveitando os tempos atuais e os bons exemplos de outras cidades, seria importante a sua adaptação, rejuvenescimento e renovação.

A Santa Casa da Misericórdia de Santarém, sua legitima proprietária, tem vindo a promover, desde o Seculo XIX, a realização espetáculos tauromáquicos.

Para além das raízes culturais e de espetáculo, as corridas de touros foram ao longo de décadas uma importante fonte de receita, pelo menos desde 1825, com o objetivo de recolher fundos para ajuda da sustentação dos Expostos – a cargo do Hospital de Jesus, igualmente administrado pela Santa Casa.

Além das corridas de touros, a Monumental Celestino Graça foi sendo palco de outros eventos, como concertos, festivais e exposições.

Ao longo dos últimos anos, um conjunto de Ribatejanos, quase todos com ligação ao Grupo de Forcados Amadores de Santarém (GFAS), ousaram querer desenvolver um projeto de revitalização da Praça. Primeiro com a “Praça Maior” e depois com o “Setor 9”.

Estas duas Associações conseguiram-no com retumbante sucesso. Não só trazendo público a Santarém e enchendo a Praça, por diversas vezes, bem como prosseguindo uma preocupação social, contribuindo para a Obra da Santa Casa.

Num caminho que teve muitas dificuldades. Desde logo a Pandemia que levou ao cancelamento de espetáculos, mas também perante a necessidade de uma gestão financeira que não pusesse em causa a qualidade dos carteis e que permitisse honrar os compromissos financeiros assumidos.

A ambição de salvar a Praça, que se encontrava a “definhar” e a paixão pelo seu GFAS, levou a que umas dezenas de “jovens” da minha idade se unissem neste projeto.

As melhorias e benfeitorias que realizaram são investimentos que ficam e valorizam a Monumental. E bem merecem o reconhecimento pela revitalização e reafirmação de Santarém como a praça de excelência da tauromaquia portuguesa.

Mas, chegados a 2023, e olhando para alguns bons exemplos de projetos de reconversão de praças de touros em áreas multiusos, como aconteceu com a Arena de Évora, segundo projeto do Arquiteto Carlos Guedes de Amorim, talvez este seja o tempo de se pensar de forma séria na transformação do recinto.

Haverão projetos, certamente, mas importará, como em tudo, a capacidade de concretização.

A Santa Casa de Misericórdia de Santarém dificilmente terá meios para esta mudança estrutural. Que teria naturalmente de envolver e alterar, modernizando, o espaço publico envolvente. Valorizando- o. Em detrimento da imagem de abandono que apresenta.

Como seria bom que aparecessem mais “Praça Maior” ou outros “Setor 9” que tivessem a capacidade de olhar aquele espaço e o pudessem transformar em algo que pudesse ter uso 365 dias por ano. E não apenas para 3 corridas de touros e um ou outro espetáculo musical que agora ali regressam.

Fica o desejo…

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