O reforço do seu papel como território de referência na história templária em Portugal é um dos objetivos que leva Vila Nova da Barquinha a promover, no próximo sábado, o II Colóquio “Templários e Ordem de Cristo”.

O objetivo deste encontro, que junta historiadores e investigadores, é “divulgar e potenciar o legado templário do território”, disse hoje o presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, indicando o Castelo de Almourol, fortaleza edificada numa ilhota no meio do rio Tejo, como “símbolo maior” do legado da Ordem de Cristo no concelho.

“O nosso ex-líbris é o Castelo de Almourol, símbolo maior dessa herança e testemunho vivo do passado, e tudo o que fazemos em torno desta temática reforça o valor histórico e turístico do concelho”, sublinhou Manuel Mourato.

Promovido pelo município, com o apoio da Comissão Científica da Federação Europeia da Rota dos Templários (TREF), o evento integra-se na estratégia de valorização patrimonial e científica do território, com o destaque a recair sobre o Castelo de Almourol, monumento nacional fundado no século XII por Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo.

Erguido numa ilhota do Tejo, o castelo permanece como um dos mais icónicos exemplares da arquitetura militar templária e centro da narrativa que sustenta a presença da região na Rota dos Templários.

“Temos visitantes de todo o mundo que procuram este património único — alguns até atrás do famoso tesouro templário, que, para mim, é o próprio castelo. Queremos não só dinamizar o turismo histórico, mas também atrair investigadores e académicos, promovendo um turismo cultural e científico que aprofunde estas temáticas”, declarou Mourato.

O autarca destacou ainda que estes colóquios, tal como a conferência internacional que o município realiza anualmente, “trazem especialistas que contribuem para o prestígio cultural, histórico e turístico” do concelho.

O programa arranca no sábado, às 09h45, com a sessão de abertura, seguindo-se às 10h00 o primeiro painel, onde serão apresentadas as comunicações “As Milícias concelhias ao serviço do Templo”, de Carlos Filipe Afonso, e “Os Templários e a territorialização da margem direita do Médio Tejo, entre o Zêzere e a Cardiga”, de Manuel Sílvio Conde.

Às 11h00, inicia-se o segundo painel, com trabalhos sobre estelas funerárias templárias na Sertã e Abrantes, uma investigação sobre as origens templárias conduzida por Joaquim Nunes, e a apresentação do Centro de Interpretação Mestre Templário Pedro Alvito, por José Carlos Moura, seguido de debate.

Às 15h00, abre o terceiro painel, com estudos que vão do alabastro inglês do Ecce Homo de Castelo Branco às comendas da Ordem de Cristo na Beira Interior, passando pela Ponte da Pedra e pela presença da Ordem de Santiago na identidade hispânica.

O colóquio encerra com debate às 16h45 e sessão final às 17h30, com intervenções da vereadora da Cultura e Turismo, Paula Silva, e de um representante da TREF.

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