Há 24 concelhos em Portugal com menos de três agências bancárias, sendo que Vila Velha de Ródão e Vila Nova da Barquinha tinham apenas uma agência cada um no final de 2018, segundo dados do Banco de Portugal.

De acordo com os dados que constam das séries longas do sector bancário (1990-2018), divulgadas na passada terça-feira, 19 de Novembro, no final de 2018, não existiam concelhos sem agências bancárias.

O concelho de Vila Nova da Barquinha teve duas agências desde 1990, o início da série, sendo que em 2016 passou a ter apenas um balcão.

Já concelhos com apenas duas agências bancárias são 22, sendo que quatro desses concelhos se situam no distrito de Santarém. Chamusca, Constância, Golegã, Sardoal tem apenas duas agências bancárias na sua área.

Alpiarça e Ferreira do Zêzere estão entre os 49 municípios que, no final de 2018, tinham apenas três balcões. 

Em sentido oposto, os concelhos com mais agências bancárias são Lisboa (392), Porto (171) e Sintra (95), acompanhando a dimensão da população e o tecido económico.

O ‘top 10’ dos concelhos com mais balcões é ainda composto por Cascais (74), Oeiras (65), Braga (65), Coimbra (62), Loures (58), Matosinhos (55), Almada (54).

Os bancos têm vindo a reduzir a sua estrutura nos últimos anos, incluindo com o fecho de balcões, justificando com a necessidade de cortar custos, o desenvolvimento da digitalização e o menor recurso dos clientes às agências bancárias.

Nos últimos anos foi polémico o fecho de balcões sobretudo pelo banco público, a Caixa Geral de Depósitos (CGD), motivando protestos das populações e de autarcas.

Segundo os dados do Banco de Portugal, na última década (2008-2018), foram cerca de duas mil as agências que encerraram.

De acordo com a informação, o número de balcões bancários no território nacional mais do que duplicou na década de 90, passando de menos de 2.000 em 1990 para um valor em torno dos 5.300 em 2000.

Depois de alguma estabilização nos primeiros cinco anos do novo milénio, verificou-se um novo aumento nos anos seguintes, atingindo-se um valor máximo perto de 6.500 em 2010.

Desde então, e em especial a partir de 2013, o número de balcões registou uma grande diminuição, situando-se em 4.054 no final de 2018.

Já em termos relativos face à população, em 2018, o número de agências por milhão de habitantes cifrava-se em 405 em Portugal, acima dos 395 da média da zona euro, segundo o Banco de Portugal.

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