Terminada a época venatória, as opiniões mais contraditórias foram emitidas no seu encerramento quanto às causas que têm vindo prejudicar este desporto. 

A falta de desportivismo da maioria, que leva a caça no defeso, e a sua impunidade são das causas que mais fazem rarear as espécies. 

No encerramento da caça às espécies indígenas, é a hora de confraternizarem quantos fizeram o gosto ao dedo e também o balanço da temporada.

“Vai-se às rolas, – afirma um cinegeta, – se saltarem coelhos atira-se neles. Vai-se aos tordos; se aparecem pombos, patos, perdizes ou lebres, fogo neles. É assim que, de há alguns anos para cá, se caça em Portugal, o que é bem pouco digno e pouco desportivo.”

Isto do Deporto tem a sua ética e os bons caçadores muito se prezam em respeita-la, defendendo pontos de vista que nos parecem dignos do maior apreço. 

De resto, há também razões interesseiras que levam à ilegalidade do furão, das redes, dos projectores e o mais que é sabido, não faltando assim os que impingem – gato por lebre…

(In: Correio do Ribatejo de 11 de Janeiro de 1975).

Leia também...

Correio Centenário: Férias

No imenso álbum do Universo, capítulo Terra, o Tempo acaba de cerrar, com o seu aguçado estilete, o parêntesis que a temporada das férias…

Correio Centenário: Fundada “A União Desportiva de Santarém” em Assembleia magna exemplar

Momento alto e de particular significação na vida da nossa cidade foi aquele em que, nos derradeiros momentos do passado dia 22, mais de…

Correio Centenário: Segurança e transito na ordem do dia

“É um surto sem precedentes”. Foi desta forma que o presidente da Camara de Santarém, José Miguel Noras introduziu o tema na reunião do…

Santarém assinalou 879 anos da Tomada da Cidade aos Mouros

O Município de Santarém assinalou hoje os 879 anos da Tomada de Santarém aos Mouros (1147) com uma cerimónia evocativa que incluiu a deposição…