Terminada a época venatória, as opiniões mais contraditórias foram emitidas no seu encerramento quanto às causas que têm vindo prejudicar este desporto. 

A falta de desportivismo da maioria, que leva a caça no defeso, e a sua impunidade são das causas que mais fazem rarear as espécies. 

No encerramento da caça às espécies indígenas, é a hora de confraternizarem quantos fizeram o gosto ao dedo e também o balanço da temporada.

“Vai-se às rolas, – afirma um cinegeta, – se saltarem coelhos atira-se neles. Vai-se aos tordos; se aparecem pombos, patos, perdizes ou lebres, fogo neles. É assim que, de há alguns anos para cá, se caça em Portugal, o que é bem pouco digno e pouco desportivo.”

Isto do Deporto tem a sua ética e os bons caçadores muito se prezam em respeita-la, defendendo pontos de vista que nos parecem dignos do maior apreço. 

De resto, há também razões interesseiras que levam à ilegalidade do furão, das redes, dos projectores e o mais que é sabido, não faltando assim os que impingem – gato por lebre…

(In: Correio do Ribatejo de 11 de Janeiro de 1975).

Leia também...

O operário Ernesto da Silva, o socialismo em Portugal, e o 1º de Maio em Santarém

É algo que faz parte da cultura local e da história da cidade de Santarém. Há aqui uma especial tradição de comemorar o dia…

Por bravura ou ressentimento… Por Cândido Azevedo

Nas últimas crónicas referimos a diversas formas de destruição de fortalezas e cidades, que aconteceram no nosso antigo Império, originados por bombardeamento e explosões,…

Correio Centenário: União Desportiva de Santarém conquista a Taça de Portugal pela segunda vez consecutiva

União Desportiva de Santarém arrebatou pela segunda vez consecutiva a 35.ª edição da Taça de Portugal, em Seniores/Femininos, ao bater, no passado domingo, dia…

Correio Centenário: A mania futebolística

O “foot-ball” tornou-se uma doença mental, como tantas outras. E como a mania é andar agora aos pontapés às bolas de trapo, jogando-se por…