Jorge Peralta é o actual treinador do Amiense, equipa que lidera, a par do Coruchense, o Campeonato Distrital da 1.ª Divisão da Associação de Futebol de Santarém. Depois de ter percorrido vários clubes como jogador, Jorge Peralta admite que a ambição era “chegar ao futebol profissional”. Para já é ‘campeão de Inverno’, numa equipa recheada de “mística” que “nunca caminha sozinha”.

No pontapé de saída deste Campeonato poucos esperariam que o Amiense fosse ‘campeão de Inverno’, certo é que a vitória sobre o Coruchense veio colocar a equipa no topo. Qual é o segredo?
No início da época foram definidos como objectivos a manutenção e tentar chegar à final da Taça do Ribatejo. O campeonato está a correr muito bem, muito acima das nossas expectativas, estamos em 1.º lugar por mérito próprio. Isso de ser ‘campeão de Inverno’ dá-nos uma enorme satisfação, mas não ganhámos nada. O segredo está na nossa qualidade e competência, no trabalho que fazemos diariamente, e na estabilidade interna do clube.

Gerir um grupo jovem, de autênticos ‘filhos da terra’, engrandece e torna mais sólido este projecto?
Sim é verdade. Fomos buscar jogadores de Amiais, formados no clube, que estavam a jogar fora. Temos um plantel muito jovem, seis dos nossos jogadores só conseguem treinar à sexta-feira. Eles sentem o clube como ninguém, têm um orgulho enorme em vestir aquele manto sagrado, jogam com amor e dedicação ao clube, temos uma mística incrível, só quem lá está dentro é que consegue perceber o que se sente. Temos um orgulho enorme nos nossos jogadores.

Até onde pode ir este Amiense?
Não sei. O que sei é que vamos continuar a trabalhar como temos feito até aqui. Um dos nossos objectivos é andar ao pé dos melhores, se vamos conseguir ninguém sabe, uma coisa é certa, tudo o que fizemos até agora ninguém apaga. O nosso grande objectivo já está conseguido: a manutenção.

O Jorge Peralta já passou por inúmeros clubes, como jogador e como treinador. O que é que o Amiense tem de especial comparado com outros clubes, com outros argumentos financeiros?
O Amiense não é melhor nem pior, é muito diferente. Tem uma mística incrível, a sua cultura, valores e princípios daquela vila estão todos os dias presentes no grupo, como o amor ao clube, serem solidários, hospitaleiros, defenderem os seus valores de uma forma apaixonada.
A nossa claque, os ‘Tifosis da Barreira’, vão a todo o lado, a equipa nunca caminha sozinha.

As Sociedades Anónimas Desportivas são a solução para o futebol distrital?
Na minha opinião não. Os clubes não podem perder a sua identidade. Por exemplo, o S. L. Cartaxo perdeu. Penso que os clubes, cada vez mais, terão de apostar na suaformação porque os meios financeiros são escassos. Em muitas destas SAD’s se os investidores deixarem de investir os clubes acabam.

Que análise faz do Campeonato da 1ª. Divisão da Associação de Futebol de Santarém e, de uma maneira geral, do futebol em Portugal?
O campeonato este ano está muito equilibrado, existem quatro grandes candidatos ao título, equipas que investiram para isso como o União de Santarém, União de Almeirim, S. L. Cartaxo, e o Coruchense, mas até à data ainda ninguém conseguiu distanciar-se. O S. L. Cartaxo já está a ficar distante e não vai ser fácil chegar lá, na minha opinião.
Ao nível do futebol profissional o ruído é imenso, o que vai afastando as pessoas cada vez mais dos estádios.

Acha que os portugueses gostam mais de futebol, ou apenas de que o seu clube ganhe, mesmo com erros de arbitragem?
Claro que as pessoas querem é que o seu clube ganhe, não importa como, a parte emocional sobrepõe-se à parte racional.

Ser treinador de futebol é uma ambição, um sonho ou uma vocação?
Começou por ser um sonho, hoje é uma vocação, faço-o de forma apaixonada. Já treinei clubes na 3ª divisão Nacional, mas faltou oportunidade para ir mais além. Claro que a ambição era chegar ao futebol profissional.

Um título para o livro da sua vida…
Persistência.

Viagem de sonho?
Dubai.

Música e cantor preferidos?
Rock, Freddy Mercury.

Principal hobbie, para além do futebol?
Fazer desporto.

Se um dia tivesse de entrar num filme que género preferiria?
Acção.

Se um dia pudesse escolher um treinador para o seu clube de coração, quem escolheria?
Eu próprio.

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