Bruno Vieira, jovem de Vale da Pinta, lançou, no passado domingo, o seu livro “Da luz à eternidade” na Biblioteca Municipal Marcelino Mesquita, no Cartaxo.

Estudante de Ciência Política no ISCSP da Universidade de Lisboa e deputado Municipal do Cartaxo, o autor, de 24 anos, revela, nesta entrevista, que foi o amor, em especial uma ‘musa’ à qual chama de Coimbra, que o inspirou a escrever esta obra: “O amor é algo fascinante, por mais que o tentemos pôr por palavras, nunca é sufi ciente”, confessa Bruno Vieira, que tem também um curso em Geopolítica da Charles University, em Praga, especialização em Geopolítica e Segurança do Mediterrâneo pela Universidade Autónoma de Lisboa, e é membro do NAPA (núcleo académico para a protecção ambiental) no ISCSP e do NCP (Núcleo de Ciência Política) do ISCSP.

Em que altura da sua vida descobriu a vocação para a escrita?

Desde os meus 15 que gosto de fazer poesia, mas, infelizmente, muitos poemas se perderam por não os transcrever para o papel. Só a partir de 2017 é que comecei a passar para papel alguns dos poemas que criava.

O que inspirou a sua obra “Da Luz à Eternidade”?

Sem dúvida a minha inspiração foi o amor, em especial uma musa à qual a chamo de Coimbra no meu livro. O amor é algo fascinante, por mais que o tentemos pôr por palavras, nunca é su­ficiente.

De que se trata este livro?

Tentar descrever o que provavelmente é impossível, o amor. E de como eu vejo a musa Coimbra e de como me faz sentir. Muitas pessoas se vão relacionar.

Como é o seu processo criativo?

Não há grande ciência para isso, simplesmente preciso de um ambiente calmo e normalmente as ideias aparecem, mas uma boa paisagem nem que seja a vista da janela do meu quarto também ajuda.

O que representa para si a escrita?

A escrita é passar para o papel uma parte de nós, uma parte das nossas ideias, a forma como pensamos, o que sentimos para além de ser uma forma de se expressar.

Que livros é que o in­fluenciaram como autor?

Honestamente não sei, os livros que leio não são de poesia, drama ou ­ficção, os livros que leio por norma são de ciência política, relações internacionais ou geopolítica e gostaria muito de escrever um dia sobre estas áreas.

Considera que um livro pode mudar uma vida?

Claro. Um livro é uma parte do escritor, as pessoas podem se identi­ficar com um livro ou não e tomar posições que mudam a sua vida. Um livro também faz o leitor pensar e por vezes esse pensar leva-o a descobrir se a ele mesmo. Certos livros transmitem conhecimento, conhecimento esse que pode despertar interesse por parte do leitor em novas áreas, ou aprimorar conhecimento em áreas que já conhece, impactando as suas decisões e visões mudando a vida da pessoa.

Tem outros projectos em carteira que gostaria de dar à estampa?

Provavelmente irei lançar outro livro de poesia, mas sem data marcada e nem quero me comprometer com nenhuma data e num futuro mais longínquo um livro na área das relações internacionais ou da ciência política.

Um título para o livro da sua vida?

Resistir às marés.

Música?

Joji – Feeling like the end.

Quais os seus hobbies preferidos?

Cinema.

Se pudesse alterar um facto da história qual escolheria?

Nenhum.

Se pudesse entrar num filme que género preferia?

Comédia.

O que mais aprecia nas pessoas?

Empatia.

O que mais detestas nelas?

Quando são convencidas.

Acordo ortográfico, sim ou não?

Não.

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