Uma viagem pelo universo íntimo da devoção popular portuguesa. É este o convite que a exposição “Registos, os relicários da memória” lança ao público no próximo dia 07 de Março, às 16h00, no Quartel – Galeria Municipal de Arte de Abrantes, data da sua inauguração oficial.
Composta por três núcleos, definidos pela sua proveniência e olhares distintos sobre o sagrado, a mostra que pode ser visitada até 27 de Junho de 2026, contempla “registos que são janelas para uma espiritualidade que funde a fé dogmática com a liberdade criativa do artesanato vernacular”, evidencia o Município de Abrantes em comunicado.
Nesse sentido, o núcleo central da exposição é constituído pela ‘Coleção Família Marçal Ruivo da Silva’, que apresenta mais de uma centena de exemplares reunidos por Idalina Marçal (1930-2023), “que ganhou gosto por esta tradição portuguesa com séculos de história”, refere.
Seguem-se os ‘Registos Tradicionais do Pego’, formado por objetos de uma afirmação coletiva “que simbolizam a cultura pegacha pelo seu cromatismo vibrante” e os ‘Registos da Micá’, tradição que chega pelas mãos de Maria Carlos Nunes (Micá), formadora de artes visuais e residente em Abrantes, que reinterpreta a simbologia religiosa através do restauro e do reaproveitamento de objetos, “focando-se numa estética depurada, com tons neutros e uma linguagem contemporânea, estabelecendo uma ponte entre a memória e a atualidade”, sublinha.
O Quartel – Galeria Municipal de Arte desempenha a função “de espaço privilegiado para a divulgação de artistas da região”, em complemento com os diversos museus de Abrantes, assumindo-se como um “espaço de experimentação”, no campo das várias artes, traduzido na concretização de oficinas e desenvolvimento de projetos in loco.
