A Câmara de Abrantes vai avançar com um protocolo para formação de alunos em suporte básico de vida, tendo aprovado um apoio financeiro à implementação do projeto “Mãozinhas que salvam vidas”, anunciou o município.

“Dotar os alunos dos 2ºs, 4ºs, 6ºs e 8ºs anos de escolaridade das escolas do concelho de Abrantes com conhecimentos e competências de suporte básico de vida” é o principal objetivo deste protocolo que o município vai celebrar com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários (AHBVA), o Rotary Club e os Agrupamentos de Escolas Nº1 e Nº2 de Abrantes para o desenvolvimento do projeto, indicou a câmara num comunicado.

O projeto “Mãozinhas que salvam vidas”, concebido pelo Rotary Club de Abrantes, está a levar às escolas do concelho o ensino de Suporte Básico de Vida (SBV) para “dar a alunos e professores competências que lhes permitam identificar, pedir ajuda e iniciar manobras, até à chegada da ajuda especializada, que podem salvar vidas”.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal, Manuel Jorge Valamatos, disse hoje que esta iniciativa é “absolutamente extraordinária e de grande relevância” e destacou as “centenas de jovens que vão ter formação”.

O município “associa-se ao processo de formação com apoio financeiro”, cabendo aos rotários e aos bombeiros assegurarem a vertente formativa especializada, que decorrerá ao longo dos próximos anos letivos, explicou.

“Que daqui a uns anos muitos jovens sejam capazes de reagir a situações de emergência e, se com isso, conseguirmos salvar uma vida, o objetivo já estará plenamente concretizado””, afirmou Valamatos.

No âmbito deste protocolo, válido por um ano e automaticamente renovado por igual período, a câmara vai atribuir uma verba anual de mil euros ao Rotary Club de Abrantes para aquisição de material necessário à realização das ações de formação, que serão responsabilidade dos Bombeiros Voluntários de Abrantes.

O SBV “é um conjunto de procedimentos que tem como objetivo a recuperação da vida em paragem cardiorrespiratória de vítima até à chegada de ajuda especializada, sendo essencial uma correta identificação da situação e ajuda precoces”, indica o município, na nota informativa, tendo feito notar que “a escola é entendida como um local prioritário” para a introdução do seu ensino.

Segundo a autarquia, o ensino precoce do SBV vai proporcionar aos alunos “as bases necessárias e um maior conhecimento para atuar em situações de emergência”, além de promover a “perceção do sentido cívico e social”, pode ler-se na mesma nota.

Neste momento, conclui, “mantém-se a obrigatoriedade do ensino de suporte básico de vida aos alunos do 9º ano na disciplina de cidadania”, pelo que o município entende como “essencial alargar esta temática aos alunos que frequentam os 2ºs, 4ºs, 6ºs e 8ºs anos de escolaridade das escolas do concelho” de Abrantes.

A Estratégia Nacional de Proteção Civil Preventiva, publicada em Diário da República em 2021, define 10 áreas prioritárias e 136 objetivos operacionais, os quais traduzem projetos e atividades a implementar pela administração central, câmaras municipais e juntas de freguesias durante 10 anos.

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