Requalificações na infraestrutura, no valor de 300 mil euros, vão permitir a aquisição de novos meios aéreos e reforçar o papel no combate a incêndios florestais.

A Câmara de Santarém investiu 300 mil euros na requalificação do aeródromo municipal, que permitiu melhorar as condições operacionais da infraestrutura e reforçar o seu papel estratégico no combate a incêndios florestais, foi anunciado no dia 9 de Julho.

“O aeródromo estava muito danificado, tinha algumas lombas, e tivemos que fechar cerca de 500 metros da pista. O município decidiu investir e fez um asfalto no sentido de regularizar a pista onde ela tinha algumas depressões”, afirmou o responsável pelo Aeródromo Municipal Cosme Pedrógão, Filipe Almeirante.

A intervenção incluiu a regularização da pista e das faixas laterais de segurança, bem como a requalificação dos caminhos de circulação. De acordo com o responsável, a pista, que anteriormente apresentava limitações operacionais, passou agora a permitir a operação de aeronaves como o ‘Fire Boss’, que exige uma extensão mínima de 610 metros, podendo necessitar de até 800 metros em dias mais quentes.

Numa nota publicada nas redes sociais, o presidente da Câmara Municipal de Santarém referiu que, com estas melhorias, o aeródromo está agora equipado com dois aviões bombardeiros médios Air Tractor AT-802T, preparados para lançar água, um helicóptero ligeiro, uma equipa helitransportada da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR e um serviço de Brigada de Aeródromo assegurado pelos Sapadores de Santarém.

“Com esta intervenção, Santarém garante uma resposta rápida e eficaz em situações críticas, reforçando a segurança de todo o território”, escreveu o autarca, referindo ainda que o aeródromo “assume, em 2025, um papel estratégico no DECIR – Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais”. 

Segundo o responsável pelo aeródromo, a infraestrutura cobre prioritariamente a zona centro do país, com um raio de ação de cerca de 70 quilómetros, podendo estender-se até 100 quilómetros em situações excecionais. Em declarações, o Comandante da Proteção Civil da Lezíria do Tejo, Hélder Silva, referiu que a intervenção na pista foi determinante para “permitir a operação de aviões médios que necessitam de pistas com características específicas para descolagem e aterragem”. 

O responsável destacou ainda o esforço do município para garantir as condições necessárias à operação dos meios aéreos, sublinhando que, sem estas melhorias, não seria possível acolher este tipo de aeronaves. “Dá para ter aeronaves que, sem esta pista, não estariam cá. Não havia condições para operar”, disse Hélder Silva, acrescentando que a melhoria da infraestrutura permitirá uma resposta mais eficiente no combate aos incêndios durante este verão.

O responsável pelo aeródromo, Filipe Almeirante, revelou ainda que além destas intervenções, está ainda prevista a instalação de uma rede de segurança em torno do perímetro do aeródromo. “Estamos à espera que o concurso saia. Já saiu uma vez, mas ficou deserto. A empresa que concorreu apresentou um valor acima da média e tivemos de relançar o concurso”, explicou.

Intervenções adicionais, como a criação de lotes para infraestruturas de apoio, estão planeadas para uma fase posterior.

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