O brasileiro Caio Bonfim e a equatoriana Paula Torres, superando a forte concorrência da peruana Kimberly García, vencedora em 2017, 2022 e 2024, ganharam hoje a 32.ª edição do Grande Prémio de Rio Maior de marcha.

Na elite masculina, o brasileiro colocou-se cedo na liderança, cortando a meta em 1:20.47 horas, com 39 segundos de avanço sobre o sueco Perseus Karlström, atual campeão europeu e vice-campeão mundial, que chegou a Rio Maior depois de já ter cumprido a distância em 1:18.35 horas esta época, em Taicang (China).

“Queremos ganhar todas as provas, mas os adversários são sempre de alto nível e aqui não foi diferente”, sublinhou à agência Lusa o vencedor, que reeditou o triunfo de 2014 e que se mostrou muito feliz pela nova conquista.

Em Rio Maior, o brasileiro, que iniciou a competição com o estatuto de vice-campeão olímpico e de detentor do recorde brasileiro na distância (1:17.37 horas) – que estabeleceu há dois meses, em Kobe (Japão) –, notou ser um grande prémio com muita “história” na sua carreira, elencando João Vieira, com quem disputou a vitória em 2014, como uma grande referência.

“Espero daqui por uns anos estar com uma performance idêntica à dele”, frisou à Lusa.

O terceiro lugar do pódio foi para o britânico Callum Wilkinson, precisamente numa disputa até aos últimos metros com o ‘veterano’ João Vieira (Sporting), quinto classificado nos Jogos Olímpicos de Tóquio e que demorou mais cinco segundos (1:24.13 horas), alcançando, ainda assim, a melhor marca da época.

“Toda a gente quer fazer sempre melhor, mas espero fazer ainda melhor futuramente. Com as condições que tinha hoje foi o melhor que consegui”, avaliou o atleta dos ‘leões’, satisfeito com a sua prestação.

Refira-se que os dois marchadores beneficiaram ainda das ausências do etíope Misgana Wakuma Fekansa, campeão dos Jogos Africanos de 2024 na distância, e do peruano César Rodríguez, cujas participações estavam inicialmente previstas.

Na elite feminina, e em estreia na prova ribatejana, a equatoriana Paula Torres superou a forte concorrência da peruana Kimberly García numa luta bastante intensa e na qual conseguiu a marca de 1:29.38 horas, menos 14 segundos relativamente à adversária direta, campeã mundial dos 20 e 35 quilómetros em Oregon’2022.

“Estou a treinar muito duro. Sabia que era uma competição que seria difícil, mas quero sempre ganhar. O resultado estava muito em aberto, mas as coisas correram-me bem e consegui ganhar”, salientou a vencedora, abordando o facto de ter batido uma colega de treino e da importância de se irem “ajudando a evoluir”.

Inês Mendes (Benfica) foi a melhor portuguesa em ação em Rio Maior, classificando-se em quinto lugar, com o melhor registo da temporada (1:36.56 horas). Já a colega de equipa Vitória Oliveira, acabou por desistir ainda numa fase inicial.

“O balanço é positivo. O objetivo era baixar das 1:37 horas [marca de qualificação para os Jogos Mundiais universitários] e, apesar de ter sido uma prova relativamente difícil, fico satisfeita”, analisou a vice-campeã portuguesa da distância.

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