A Cáritas Portuguesa reuniu-se em Conselho Geral, entre sábado e domingo, com representantes das 20 dioceses que constituem a rede nacional, assumindo a intenção de avaliar o impacto da sua acção.

“Após um ano conturbado para o país e para as instituições de solidariedade social, a Cáritas Portuguesa pretende contribuir para aprofundar o conhecimento da sua imagem, em Portugal, e avaliar o impacto da sua acção”, assinala o documento conclusivo dos trabalhos, que decorreram em Fátima.

O texto, enviado ao Correio do Ribatejo, adianta que a Cáritas vai desenvolver, durante o próximo ano, dois projectos nesse sentido, procurando ainda “uniformizar os critérios administrativos” da organização.

O Conselho Geral contou com a presença do secretário-geral da ‘Caritas Internationalis’, Michell Roy que falou aos participantes sobre o trabalho global da Cáritas, situações de emergência, provocadas quase sempre por guerras e desastres naturais; a resposta face a crises humanas ou o trabalho de intervenção sociopolítica junto dos decisores em temas como a segurança alimentar, a defesa da Casa Comum.

Já o eurodeputado José Manuel Fernandes destacou a importância do envolvimento das próprias Instituições da economia social no Acordo de Parceria, denominado “Portugal 2030”, e “a pertinência de estas serem evolvidas na definição dos regulamentos dos Fundos Europeus”.

Na abertura dos trabalhos, D. José Traquina, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, lembrou que é papel da Cáritas “interpretar os sinais e os contra-sinais que surgem no mundo e na sociedade portuguesa.

“Assumindo a dimensão profética, procurará denunciar, sugerir, aconselhar, mas também enfrentar os problemas e fazer parte da solução”, assinalou o bispo de Santarém.

O responsável apontou dois aspectos “essenciais” para o próximo ano, a atenção aos migrantes em Portugal e a aposta no cuidado com a natureza e o ambiente.

O encontro contou com responsáveis das Cáritas diocesanas de todo o país, pelo que D. José Traquina quis destacar a importância da “comunhão” entre os vários organismos.

“Esta comunhão-união deve aperfeiçoar-se cada vez mais. Sem deixar de respeitar a autonomia de cada Cáritas, a comunhão na missão de todas as Cáritas é um testemunho importante para o nosso tempo”, assinalou.

A organização católica anuncia que a sua semana nacional, em 2019, vai decorrer de 17 a 24 de Março, sob o lema ‘Juntos numa só família humana’.

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