Carta Aberta à Misericórdia de Santarém

Exmo. Senhor Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém

É como aficionada e pessoa ligada ao Grupo de Forcados Amadores de Santarém desde a sua fundação, pois, sou sobrinha-neta do seu primeiro Cabo, António Abreu, que venho expressar a minha estupefacção e até desilusão, por este ano durante a Feira Nacional de Agricultura e do Ribatejo, não terem havido corridas de toiros na Monumental “Celestino Graça”, e a única que foi anunciada ter sido cancelada.

Santarém cidade, e creio que os Scalabitanos aficionados e os aficionados em geral, merecem uma explicação! Não pode ter sido o tempo atmosférico o causador desta situação tão absurda, mas, talvez, alguma falta de vontade por parte do empresário, e a Santa Casa da Misericórdia, como proprietária da praça de toiros, deveria ter providenciado para que tal não acontecesse.

No meu entender, tal atitude não beneficiou nem a cidade nem os aficionados e muito menos o Grupo de Santarém, e aproveito para lembrar o quanto o Grupo tem contribuído para as vossas causas sociais ao longo de todos estes anos, participando em inúmeras corridas de beneficência, e o quanto tem prestigiado o nome da cidade, sendo, pelo seu percurso e pela sua história centenária, uma destacada referência no mundo taurino.

Compete, portanto, à Santa Casa da Misericórdia de Santarém, a quem foi deixado este legado de zelar pela praça de toiros, não permitir que situações destas se repitam.

Os antepassados que tanto fizeram pela Festa Brava merecem respeito e a Santa Casa tem uma dívida para com eles e para com a cidade promovendo o espectáculo tauromáquico.

MARIA DA CONCEIÇÃO ABREU ALPOIM CABRAL

(MADRINHA DO GRUPO DE FORCADOS AMADORES DE SANTARÉM)

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