Os carteiros do Centro de Distribuição Postal em Abrantes, iniciaram esta quinta-feira uma greve de duas horas diárias em protesto pela “falta de recursos humanos”, que se pode prolongar até 9 de Julho.

“Esta greve parcial, que arrancou esta quinta-feira e pode prolongar-se até ao dia 9 de Julho, deve-se à falta de trabalhadores, com carteiros a fazerem dois e três turnos, com a qualidade de serviço afectada e com a correspondência completamente fora de prazo e com atrasos de entrega entre 15 dias e um mês”, disse à Lusa Vítor Narciso, secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT).

Segundo o dirigente sindical, Abrantes “precisa da entrada urgente de seis carteiros”.

Contudo, acrescentou, a falta de recursos humanos está a afectar outros municípios do distrito de Santarém, como em Rio Maior, onde os carteiros vão regressar no dia 28 às jornadas de protesto, também nas primeiras duas horas do serviço da manhã, depois de uma greve parcial que decorreu até ao dia 18 de Junho.

“Para que este problema seja ultrapassado é necessário que todos os postos de trabalho sejam ocupados e que todos os trabalhadores em férias sejam substituídos”, pois “só assim poderão servir bem a população, cumprindo todos os padrões de qualidade a que a empresa [CTT – Correios de Portugal] está obrigada”, salientou.

Vítor Narciso disse ainda que, “num universo de 70 carteiros que prestam serviço em Abrantes, Rio Maior e Santarém, há 18 em falta, seis dos quais em Abrantes”.

Por isso, referiu, em Abrantes há a “necessidade urgente” de entrada imediata de recursos humanos.

A greve parcial, notou, é “uma forma de informar a população do porquê dos atrasos” na distribuição postal e de “pressionar a administração” dos CTT para a contratação de carteiros.

“O problema da falta de pessoal não é de agora e todos os anos o discurso é o mesmo”, afirmou o sindicalista, questionado pela Lusa sobre as alegadas dificuldades de contratação invocadas recentemente pelos CTT.

A empresa, a que a Lusa pediu esclarecimentos mas ainda não obteve resposta, já havia reconhecido este mês atrasos na distribuição postal em Rio Maior, admitindo também “dificuldades no processo de contratação” de recursos humanos.

“Os CTT confirmam a existência de alguns objectos por entregar, sendo que está em curso um processo de reforço dos recursos humanos neste centro de distribuição para que a situação seja regularizada o mais rapidamente possível”, disse à Lusa fonte oficial da empresa, relativamente à greve parcial que decorreu em Rio Maior.

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