A Assembleia Municipal de Santarém aprovou uma moção apresentada pelo eleito Afonso Silveira da CDU, em Defesa do Alviela, onde é identificada a necessidade de um plano estratégico para a resolução do problema da poluição do rio Alviela, que seja articulado entre os concelhos de Santarém e Alcanena e o Governo.

Em particular, a moção alerta para um plano que garanta a adequada fiscalização das entidades que utilizem a água do rio nas suas actividades ou para realização de descargas, assim como a limitação da construção de mais equipamentos agro-pecuários ou industriais que constituam um factor de risco para o rio Alviela.

No texto, é referida, ainda a importância de investimento e a aplicação de novos métodos produtivos, que não causem a degradação das águas do rio, assim como limpeza do leito do Alviela e das suas margens.

Na moção, que foi aprovada com as abstenções do PSD e CDS, a CDU recorda que o rio Alviela é um dos afluentes do rio Tejo e um dos que mais tem “sofrido com a poluição”.

“Apesar dos investimentos realizados na recuperação da ETAR e dos colectores industriais de Alcanena, as águas do rio continuaram a transportar espuma e a emanar um cheiro nauseabundo. Além disso, continuam a ser construídas instalações agro-pecuárias ao longo do curso do rio, sendo a mais recente na zona de Anaia (Pernes)”, pode ler-se no documento enviado ao Correio do Ribatejo.

“Com a diminuição da actividade industrial consequente à epidemia de COVID-19 em Portugal, nomeadamente no período de vigência do Estado de Emergência, as águas do rio Alviela recuperaram as suas características naturais, sem presença de espuma, nem maus cheiros, nem cor acastanhada/negra. Este facto comprova que é possível recuperar a qualidade das águas do rio Alviela e que o mau estado em que ele se encontra se deve ao descontrolo das actividades industriais e agro-pecuárias”, considera a CDU.

Desta forma, referem os eleitos da CDU, “torna-se necessário um plano estratégico para a resolução do problema da poluição do rio Alviela, que seja articulado entre os concelhos de Santarém e Alcanena e o Governo”.

“A reabilitação do Alviela permitirá uma reaproximação das pessoas ao rio, tornando-o um factor agregador e fixador de população. A exploração económica desenfreada e desregulada dos recursos naturais não permite o usufruto sustentável e ecológico das suas potencialidades naturais, paisagísticas e lúdicas”, conclui.

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