Hoje celebra-se a Revolução de Abril de 1974 sem acções de rua e sem actividades culturais em sala, por causa da covid-19, mas há dezenas de propostas para festejar em casa e de olhos postos nas janelas digitais.

A Associação 25 de Abril apela a que os portugueses não esqueçam a importância da data, que pôs fim à ditadura, e que cantem, às 15h00, “às janelas ou às varandas”, a música “Grândola, Vila Morena”, de José Afonso, uma das senhas históricas da revolução.

Pouco depois, nas várias plataformas digitais do Governo, estrear-se-á o filme “Agora Que Não Podemos Estar Juntos”, criado pela Companhia Hotel Europa, a partir de um desafio que o primeiro-ministro fez aos directores dos teatros nacionais para celebrar a revolução.

Para o filme, a Companhia Hotel Europa convidou artistas do teatro, música e dança a interpretarem testemunhos reais relacionados com a história recente do país.

A mais longa celebração deverá ser protagonizada pela actriz Joana Craveiro, do Teatro do Vestido, que fará uma performance teatral de 12 horas nas ruas de Lisboa e em directo para a Internet.

Intitulada “E naquele dia saímos para uma cidade lavada e livre”, a ‘performance’ percorrerá alguns dos locais históricos da revolução, e será intercalada com outros momentos culturais com quatro actores e um músico.

Para quem está confinado em casa, a Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT) pede que se coloquem cravos nas janelas, num tributo a Celeste Caeiro, “uma cidadã comum” que há 46 anos distribuiu aquela flor pelos militares em Lisboa.

Em Santarém, uma das poucas iniciativas de rua deste dia aconteceu às 12h00 com a colocação de uma coroa de flores junto à Estátua do Capitão de Abril Salgueiro Maia, no Jardim dos Cravos.

De tudo o que está marcado para este dia, com transmissão pela Internet, haverá, por exemplo, uma homenagem a José Mário Branco pela sala de espetáculos Musicbox, uma actuação em dupla – à distância – dos músicos  Branko e Dino D’Santiago, e o Festival Liv(r)e, com actuações na página d’A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria de nomes como Clã, Galandum Galundaina e Pedro Mestre.

A discoteca Lux Frágil, de portas fechadas, preparou um ‘set’ de música com Rui Vargas, Tiago Miranda, Pedro Ramos e Alcides DjAl, sob o lema “Uma máscara não é uma mordaça, nunca”.

O Museu do Aljube partilhará pequenos vídeos com histórias e memórias relacionadas com a revolução, e o Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto estreará, também no Facebook, o ‘web espectáculo de teatro’ “Olhar fraterno – Tributo a Zeca Afonso”.

Destaque ainda para a divulgação de um vídeo musical coordenado pelo Coral de Letras e pela Casa Comum da Universidade do Porto, com a participação de vários cidadãos a cantarem, individualmente, “Grândola, Vila Morena”.

As autarquias da Marinha Grande e da Amadora transmitirão concertos gravados de Paulo de Carvalho, intérprete de “E depois do adeus”, outra das senhas da revolução.

A galeria de arte urbana Underdogs assinalará a efeméride com uma ideia colaborativa, de projecção de imagens no espaço público.

Leia também...

GNR e PSP lançam campanha de alerta para perigos do uso do telemóvel na condução

A GNR, a PSP e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária vão lançar na quinta-feira a Campanha de Segurança Rodoviária “Ao volante, o telemóvel…

Lanternas flutuantes iluminam Tomar

Após uma interrupção de dois anos imposta pela pandemia, o Festival de Lanternas Flutuantes vai voltar a Tomar com a sua 2ª edição. Este…

Lezíria recusa perder o comboio do investimento

A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) está “apreensiva” e “desapontada” com a ausência de investimentos para a região no Plano Nacional de…

GNR e PSP prendem fugitivo após perseguição de mais de 50 km em Santarém

Um homem de 49 anos de idade foi detido na manhã deste sábado, 25 de Julho, pela GNR de Santarém, com o apoio da…