A Direcção do Núcleo de Santarém da Liga dos Combatentes comemorou o 108.º Aniversário da Batalha de La Lys, e o Dia Nacional do Combatente, numa cerimónia que teve lugar no passado dia 10 de Abril, pelas 11h00, no jardim das Portas do Sol, junto ao Monumento do Soldado Desconhecido, na cidade de Santarém, cerimónia incluída no plano de actividades deste Núcleo.

O presidente do Núcleo, Sargento-Chefe de Cavalaria, Carlos Pombo, no seu discurso alusivo à efeméride, destacou a importância do momento: “Encontramo-nos hoje aqui reunidos, em sinal de respeito, saudade, gratidão e evocação a esta tão sentida, justa e nobre Homenagem aos Militares que serviram a nossa Pátria. Onde muitos, colocaram ao seu serviço, o bem mais precioso e sagrado que possuíam: A Própria Vida”. Historiou ainda os acontecimentos que se verificaram a 9 de Abril de 1918, na Batalha de La Lys, a Sul da Flandres, em plena 1.ª Guerra Mundial, onde as Forças Portuguesas comandadas pelo General Gomes da Costa e constituídas por duas divisões pertencentes ao Corpo Expedicionário Português, com um efectivo de 20 mil homens, devidamente apoiados por 88 peças de artilharia, encontravam-se instaladas no terreno pertencente ao Campo de Batalha, ocupando uma frente com 11 quilómetros. 

Os Combatentes portugueses, foram esmagados por uma força alemã muito superior em número, constituída por oito divisões, pertencentes ao 6.º Exército Alemão, com cerca de 100.000 homens e apoiados com 1.700 peças de artilharia.

Apesar disso, Carlos Pombo enfatizou que “a tropa portuguesa conseguiu, bater-se com imensa determinação, garra e coragem, resistindo até ao limite das suas forças, no cabal cumprimento do seu dever e missão”.

Destacou ainda “a bravura do nosso herói português, Soldado Aníbal Augusto Milhais, acabando por ficar conhecido na nossa História pelo “Soldado Milhões”. 

João Teixeira Leite, presidente do Município, usou da palavra de seguida para evocar a importância das mulheres, realçando a criação do movimento “Cruzada das Mulheres Portuguesas” que terá mobilizado “um número de notáveis mulheres, constituído essencialmente, pelas mães, esposas, namoradas e irmãs, centrando-se estas em inúmeras iniciativas beneficentes e assistenciais no apoio às famílias dos Soldados mobilizados para integrar o Corpo Expedicionário Português, na Flandres e no auxílio aos Combatentes, gaseados, mutilados e prisioneiros de guerra portugueses”. 

A cerimónia prosseguiu com a deposição de uma coroa de flores junto ao Monumento, tendo sido entoado o Toque de Silêncio, seguido do de homenagem aos Mortos caídos nos mais diversos Campos de Batalha.

O padre Francisco Ruivo efectuou uma prece, seguida de um pequeno período de profundo silêncio, interrompido pelo toque de Alvorada.

Marcaram presença na cerimónia vários sócios, familiares e amigos do Núcleo de Santarém da Liga dos Combatentes, assim como representantes das Forças de Segurança e outras Instituições da Cidade de Santarém. 

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