A Câmara Municipal da Chamusca inaugurou, na passada quinta-feira, 13 de Maio, o monumento ‘O Toiro’ da autoria de Rui Fernandes, junto da Praça de Touros da Vila.

A obra inaugurada em Quinta-Feira de Ascensão, feriado municipal, pretende valorizar e dar relevo à imagem do toiro bravo, numa região onde a criação do gado bravo teve sempre uma importância enorme. O monumento é uma homenagem não só à tauromaquia, mas também às vivências do povo da Chamusca enquanto comunidade.

Para além da imagem de um imponente toiro, a obra faz referência às ganadarias do concelho da Chamusca.

O acto de inauguração contou com a presença de Paulo Queimado, presidente da Câmara da Chamusca, Rui Fernandes, autor da obra, José Veiga Maltez, presidente da Câmara da Golegã, assim como os ganadeiros da região e os grupos de forcados da Vila.

A obra pode ser vista ao lado da Praça de Touros da Chamusca, junto à EN 118.

“Um diálogo com quem o observa numa desafio a decifrá-lo”.

José Veiga Maltez, presidente da autarquia vizinha da Golegã, que também esteve presente na inauguração da obra, dedicou um texto sobre a importância do Toiro na região lezíria ribatejana.

“Esta escultura é um desafio! Porque encerra uma história, pondo quem a mira a questionar-se, pelo toiro “cornalão”, pouco vulgar, distinto, por esse “elemento”, que exibe. É uma conversa entre o cidadão, o seu território e o tempo. Sobre o Toiro, como ícone ecológico e guardião da biodiversidade da Lezíria e da Charneca, paisagem natural, que define a Chamusca! Sobre o Toiro, desde o animal mitológico, ao “Arloque”, até aos “Vasqueños”, que co-determinaram, também, a casta portuguesa, os quais foram doados ao nosso Rei D. Miguel, por seu Tio, o Rei D. Fernando VII de Espanha!! Esta escultura, este monumento, traduz a história da evolução, a mudança das suas então características, quer morfológicas, quer comportamentais, pela acção humana, na sua selecção, visível pela evidência do Toiro actual! O Artista, o Mestre Rui Fernandes, desafia-nos… e bem! Conseguiu mostrar o que se vê e o que não se vê! Faz-nos questionar! Faz-nos pensar!! Reflectir!!! Tentou, tão só, porque acreditou que fixaria os olhares mais “inteligentes”, no sentido de menos “fáceis”, seguro que compreenderiam a sua intenção de os despertar! De se focarem numa mensagem, com a qual, empreendeu ser compreendido!!”.

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