Círculo Cultural Scalabitano reconhece mérito de associados e fundadores

O Círculo Cultural Scalabitano celebrou o seu 65.º aniversário com um jantar onde foram agraciados com a Medalha de Honra do Círculo, para além do Veto Teatro Oficina, os sócios fundadores e iniciadores da secção de teatro, Carlos Alberto da Silva Oliveira (Chona), Hélder João Cabral Santos, António Henriques Gomes Vidal, António Luís Ferreira Alves, Maria Fernanda de Jesus Narciso e, a título póstumo, Vítor Ferreira Alves e Nuno Neto Almeida.

Receberam a Medalha de Honra os sócios honorários Rui Rosa e Carlos Carranca (a título póstumo).

Igualmente, foram atribuídas Medalhas de Mérito do Círculo aos associados Nuno André Veloso Barros, Maria Celina Rodrigues Ferreira, Isabel Maria Montez Torgal Santos, Manuel d´Almeida Coelho, Isabel Maria Torcato de Sá e Seixas, Aurora Maria Santos Figueiras Nazareth Barbosa e Maria Filomena Henrique Pereira.

A distinção de Sócio Honorário foi concedida aos associados José Narciso Ramos, António Júlio Rodrigues dos Santos e António Oliveira Luís.

Durante a tarde de sábado, Francisco Maia Jerónimo foi homenageado pelo Círculo Cultural Scalabitano (CCS) pelos mais de 30 anos de dedicação a essa associação cultural, que lhe atribuiu o título de “Ilustre Amigo”.

A ele se deve, conjuntamente com a direcção de então, presidida por Pedro Canavarro, as obras de remodelação do CCS, bem como todo o seu acompanhamento técnico.

Francisco Jerónimo, actual responsável da Associação de Futebol de Santarém, é membro dos Corpos Sociais do Círculo há mais de trinta anos sendo, actualmente, presidente do Conselho Fiscal.

No decorrer da homenagem desta tarde no palco do Teatro Taborda, Pedro Canavarro resumiu a actividade profissional e pessoal do homenageado, considerando-o um “pilar” do próprio CCS e quem sempre transmitiu a “máxima confiança” a todos os que com ele trabalharam na recuperação daquele espaço.

Por sua vez, o actual presidente do CCS sublinhou a “grande dinâmica cultural” desenvolvida por aquela instituição cultural ao longo dos 65 anos de vida.

“Francisco Maia Jerónimo encontra-se entre os que se entregaram de alma e coração ao CCS”, afirmou Eliseu Raimundo, sempre com “total despreendimento”, notou, agradecendo-lhe a “mestria, empenho e profissionalismo” que empregou sempre que foi chamado a intervir em redor da instituição.

Comovido e dizendo-se “sem jeito” para receber a distinção que lhe foi feita, Francisco Jerónimo agradeceu aos pais, Lurdes e António, terem-lhe “pegado o vírus do associativismo”, desde muito novo, ainda na terra natal, Pintainhos (Torres Novas) e à mulher e filhas por o incentivarem a responder pela afirmativa ao convite de Maria Helena Stoffel e Maria Antónia Costa para um lugar na direcção do CCS.

“Isto não era bem a minha praia, já que a minha actividade profissional [engenharia civil] é muito exigente”, mas com a mulher no Veto e as filhas no ballet, Francisco Jerónimo aceitou o repto e “vesti a camisola”, afirmou.

“Trabalhar com pessoas com esta qualidade é inesquecível e marca qualquer pessoa que passa por aqui”, concluiu.

A sessão da tarde contou ainda com o descerrar de uma placa comemorativa dos 50 anos do Veto Teatro Oficina que esta noite o CCS homenageou pelas suas bodas de prata, durante o jantar dos 65 anos.

A par destes dois eventos, decorrerá uma Assembleia de Investigadores – do Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão – Comemorativa do 50.º Aniversário do Veto Teatro Oficina, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Santarém, na quinta-feira, dia 28, pelas 18h00.

Na sessão, haverá uma intervenção dos Jograis do Veto, apresentação do Veto Teatro Oficina “50 anos a levar emoções do palco para o Mundo”, por Nuno Domingos e a comunicação “Porque é o Teatro Popular um conceito fora de moda”, proferida por Luís Varela.

Veto estreia nova peça

A secção teatral do CCS, o Veto Teatro Oficina, vai estrear a peça “Na Cidade” pelas 21h30 de sexta-feira, 29 de Novembro, repetindo no dia 30 e 5, 6 e 7 de Dezembro, no Teatro Taborda. Em palco vão estar 16 actores que vão representar situações que acontecem no dia-a-dia das cidades como uma reunião de condomínio, a espera pelo autocarro ou uma discussão com um vizinho.

A direcção artística é de Fernanda Narciso, que destaca ainda o papel da música na peça, composta na íntegra por João Madeira.

Na sinopse da peça é referido: “o sol acabou de nascer, vem em forma de música abrir as portas e as janelas da grande avenida. Chama por todos nós os homens e as mulheres da cidade e começa a dança”.

O que se retrata dessas cidades, são imagens, formas, sentimentos que são percepcionados de maneira diversa para cada um que as experimenta. As cidades ganham assim vida através da imaginação de cada um e, à medida que vão sendo preenchidas as lacunas discursivas, com a experiência, anseios e expectativas e, portanto, sempre diferentes consoante as características singulares de cada um, despertando através do simbólico, os sucederes, as diferenças que levam à criação, mas também ao pensar.

“Desta forma, torna-se a narrativa, um organismo vivo, que se multiplica e se dilui, para se recompor de novo de formas diferentes, mas com o mesmo objectivo, a criação de olhares complementares. As cidades movem-se ao som do nosso respirar, mas nunca morrem apenas se transformam”, pode ler-se.

A “Temporada de Outono” do Círculo – que está já a decorrer desde o dia 27 de Outubro, estendendo-se até 10 de Dezembro – promoverá cerca de 25 actividades diversas, na sua esmagadora maioria no Teatro Taborda e no Centro Histórico.

Veja aqui a Galeria de Fotos do Jantar comemorativo do 65.º Aniversário.

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