Foto ilustrativa
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Uma automotora descarrilou na quarta-feira à noite na Linha do Leste, na zona da Bemposta, no concelho de Abrantes, num incidente que não causou feridos, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

O incidente ocorreu pelas 21:00 de quarta-feira e levou ao corte da circulação na Linha do Leste, que faz ligação entre Abrantes, distrito de Santarém, e a fronteira com Espanha (Badajoz).

Telmo Ferreira, oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), adiantou à Lusa que o incidente ocorreu na zona da Bemposta, Abrantes, depois do comboio ter embatido contra detritos e uma árvore que deslizaram para a linha.

O comboio transportava passageiros, mas o incidente não provocou ferido, acrescentou Telmo Ferreira.

Devido ao incidente, para o local foram destacados elementos da Infraestruturas de Portugal (IP) para recolocar a composição na linha, reparar danos e proceder à limpeza da via.

De acordo com o último balanço da IP, pelas 18:00 de quarta-feira, estavam com circulação suspensa a Linha de Sintra, na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão, na Linha de Cascais, na via ascendente entre Algés e Caxias, na Linha do Norte, entre Alfarelos e Formoselha, na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho, na Linha do Oeste, entre Mafra e Amieira, na Linha da Beira Baixa, entre Ródão e Sarnadas, na Linha do Vouga, Oliveira Azeméis e Pinheiro da Bemposta e na concordância de Xabregas, entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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