Foto: Município de Ourém

O concelho de Ourém regista uma “devastação completa” e tem 15 escolas afetadas devido ao mau tempo, declarou hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Luís Albuquerque.

“É uma devastação completa. No início, quando isto ocorreu, ficámos, seguramente, com 80% das nossas vias todas intransitáveis, sem água, sem luz, sem comunicações”, disse Luís Albuquerque, apontando para 15 o número de escolas afetadas.

O autarca referiu que a esmagadora maioria das principais vias rodoviárias está já desobstruída, mas “faltam algumas vias secundárias”, onde os serviços municipais estão a trabalhar.

Quanto ao abastecimento de água, Luís Albuquerque explicou haver “a garantia por parte da concessionária que 65% a 70% da população ficará servida com água durante o dia de hoje”, a mesma percentagem relativamente à eletricidade.

“Nas escolas, estamos a tentar ver se conseguimos recuperar algumas, para que na segunda-feira possam estar minimamente em condições para poderem começar as aulas”, adiantou o presidente daquela autarquia do distrito de Santarém.

Luís Albuquerque esclareceu que o município tem cerca de 200 operacionais no terreno e mais 120 pessoas de fora do concelho que estão a ajudar e a tentar resolver os problemas originados pela depressão Kristin.

“Temos as empresas do concelho envolvidas e mobilizadas para desobstruir vias, para repor alguns edifícios públicos que ainda estão danificados”, adiantou.

O autarca apelou aos munícipes para manterem a calma.

“Estamos a fazer tudo o que é possível para que as coisas voltem dentro do possível à normalidade”, assegurou Luís Albuquerque.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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