O primeiro-ministro afirma que não recebeu até agora qualquer informação ou notificação do tribunal ou do Conselho de Estado para ser ouvido presencialmente sobre o caso do furto de armas na base militar de Tancos.

Esta posição foi transmitida agência Lusa pelo gabinete do chefe do executivo, após questionado se o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) Carlos Alexandre já solicitou autorização para ouvir o primeiro-ministro, António Costa, presencialmente, na fase de instrução do processo de Tancos.

“O primeiro-ministro foi indicado como testemunha de defesa pelo professor Azeredo Lopes [seu antigo ministro da Defesa]. Quanto às notícias que têm surgido, o primeiro-ministro não foi informado nem notificado de nada, nem pelo tribunal, nem tão pouco pelo Conselho de Estado”, refere na sua resposta o gabinete de António Costa.

Segundo uma notícia avançada pela revista Sábado, o pedido de audição ao primeiro-ministro para depor presencialmente já foi enviado do TCIC para o Conselho de Estado.

De acordo com o artigo 15º do estatuto dos membros do Conselho de Estado, referente a intervenção em processo judicial, a qualidade de membro deste órgão “constitui impedimento para o exercício da função de jurado”.

“Os membros do Conselho de Estado não podem ser peritos, testemunhas ou declarantes sem autorização do Conselho”, especifica-se na lei.

A assessoria de imprensa do Presidente da República, em resposta a questões enviadas pela agência Lusa, adiantou que a próxima reunião do Conselho de Estado está prevista para 31 de Janeiro e esclareceu que até à data não chegou a este órgão qualquer pedido do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) para ouvir o primeiro-ministro como testemunha.

“Até esta data não chegou ao Conselho de Estado qualquer pedido do TCIC”, disse à Lusa a fonte de Belém.

O despacho do Ministério Público, divulgado em Setembro, acusa 23 pessoas no processo do furto e recuperação do material furtado em Tancos, entre as quais o anterior ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, considerado suspeito de envolvimento numa operação encenada pela Polícia Judiciária Militar para a recuperação do material, mediante um acordo de impunidade aos autores do furto.

Azeredo Lopes, acusado pelo Ministério Público de abuso de poder, denegação de justiça e prevaricação no caso de Tancos, requereu que o primeiro-ministro, António Costa, seja ouvido como testemunha na instrução do processo.

Leia também...

José Freitas: “É a paixão, a persistência e a criatividade de cada um que faz uma boa foto”

José Freitas faz da fotografia a ocupação dos seus tempos livres. Fá-lo por paixão, como meio de divulgar a natureza e contribuir para a…

Bombeiros multados por excesso de velocidade em missões de socorro

Os condutores das ambulâncias dos bombeiros que fazem transporte de doentes em situações de emergência estão a ser multados por excesso de velocidade. A…

‘Caixeiros’ jogam sob protesto insatisfeitos com Federação

A Secção de Xadrez do Grupo de Futebol Empregados no Comércio manifestou ao ‘Correio do Ribatejo’ o seu desagrado pelo facto da Federação Portuguesa…

Camião de transporte de palha perde carga e condiciona o trânsito no IC 10

Um veículo pesado de mercadorias que fazia o transporte de palha perdeu parte da carga no IC 10 na tarde desta quarta-feira, 6 de…