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O distrito de Santarém é um dos sete em Portugal continental que estão hoje sob aviso laranja, o segundo mais grave de uma escala de três, devido à previsão de chuva forte, granizo e trovoada, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

O aviso laranja para Santarém, Setúbal, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Coimbra e Portalegre vigora entre as 09:00 e as 21:00 de hoje devido à previsão de aguaceiros, por vezes fortes, e ocasionalmente de granizo, acompanhados de rajadas fortes, além de trovoada, frequente e dispersa.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu ainda aviso amarelo para 11 outros distritos portugueses igualmente devido à previsão de aguaceiros fortes e trovoada.

Bragança, Viseu, Évora, Porto, Guarda, Faro, Vila Real, Viana do Castelo, Beja, Aveiro e Braga vão estar sob aviso amarelo entre as 09:00 e as 21:00 na sua grande maioria, terminando pelas 18:00 nos distritos de Beja, Faro e Évora.

O aviso laranja indica situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

A Proteção Civil apelou no sábado à população para que tome medidas preventivas face à mudança do estado do tempo, do interior para o litoral, com previsão de precipitação, por vezes forte, acompanhada de granizo, trovoada e rajadas.

Em comunicado, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANPC) recordou que os episódios típicos das estações de transição, com as primeiras chuvas, são propícios à “ocorrência de inundações urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento”.

Além disso, segundo a autoridade, é possível a “ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras”, além de deslizamentos e derrocadas “motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo”.

A Proteção Civil recordou que estes possíveis efeitos podem ser minimizados, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que recomenda, em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, a adoção das principais medidas preventivas.

Também deve evitar-se a circulação e permanência junto da orla costeira e zonas ribeirinhas “historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros”.

A autoridade apelou também para que não sejam praticadas atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximo da orla marítima.

A Proteção Civil apelou ainda à adoção de uma condução defensiva, com redução de velocidade e ao não atravessamento de zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.

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