O Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento inicia o ano letivo com 3.258 alunos, 41% estrangeiros, e prepara uma nova resposta às necessidades educativas especiais, que aumentaram cerca de 7%.
O presidente da Câmara do Entroncamento, Nelson Cunha (Chega), disse hoje à Lusa que está a ser preparada uma prestação de serviços específica para estas crianças, considerando “urgente” reforçar a resposta, num ano em que o município prevê um “arranque normal” das aulas.
Os dados solicitados pela Lusa e enviados pelo município revelam que o agrupamento inicia 2026/27 com 3.258 alunos, menos 109 (-3,2%) do que os 3.367 registados no final do ano letivo passado, em 30 de junho.
Dos 3.255 alunos abrangidos pela análise de nacionalidades, 1.331 são estrangeiros, correspondendo a 40,89%, e 1.924 são portugueses. A diferença de três alunos face ao total resulta, segundo a Câmara, da sincronização dos dados entre plataformas.
Dos 3.258 alunos, 3.006 residem no Entroncamento e 252 fora do concelho.
Por níveis de ensino, estão inscritos 404 alunos no pré-escolar, 834 no 1.º ciclo, 511 no 2.º, 820 no 3.º, 490 no secundário e 199 nos cursos profissionais.
Em reunião do executivo, Nelson Cunha destacou o aumento das crianças com necessidades educativas especiais, que situou numa média de cerca de 7%, e anunciou a intenção de contratar serviços para reforçar o acompanhamento destes alunos.
“É uma necessidade urgente”, afirmou o autarca, acrescentando que a Câmara já está a desenvolver contactos para encontrar esta resposta, depois de ter analisado com o agrupamento as necessidades para o novo ano letivo.
Para financiar a medida, o município decidiu reorientar verbas anteriormente destinadas aos vales de 28 euros para material escolar, cuja manutenção nos moldes anteriores abrangeria este ano 2.020 alunos e representaria 56.560 euros.
A Câmara está a realizar uma pesquisa de mercado e aguarda propostas para a nova resposta destinada aos alunos com necessidades educativas especiais.
Nelson Cunha ressalvou que o município não pretende acabar com os vales, mas criar posteriormente um apoio mais abrangente, extensível à componente comercial e não apenas à área educativa, mantendo a oferta dos livros de fichas aos alunos do 1.º ciclo.
O novo ano letivo arranca ainda com 11 monoblocos, sete na Escola Básica António Gedeão, dois na Escola Básica Dr. Ruy d’Andrade e dois na Escola Secundária, disse o presidente da Câmara.
Na António Gedeão, os módulos são ocupados por alunos do 1.º ciclo, enquanto nas outras duas escolas serão utilizados em rotatividade entre turmas.
Cunha disse que os novos equipamentos são “mais robustos”, depois de no ano passado se terem registado problemas de infiltrações.
Na António Gedeão, o recurso aos monoblocos surge na sequência do encerramento do antigo Jardim de Infância Sophia de Mello Breyner Andresen, fechado desde 2021 devido a problemas estruturais, estando em construção no local um novo estabelecimento.
A empreitada da nova Escola Básica Sophia de Mello Breyner Andresen foi consignada em 28 de agosto por 5,87 milhões de euros, acrescidos de IVA, e tem um prazo de execução de 540 dias, prevendo oito salas de pré-escolar e oito do 1.º ciclo, além de ginásio, biblioteca e refeitório.
O ensino profissional inicia as atividades na sexta-feira e o ensino regular na segunda-feira, dia 14.
Segundo o calendário escolar nacional de 2026/27, o ano letivo arranca entre 11 e 15 de setembro para a maioria dos alunos, mas o ensino secundário vai começar uma semana mais tarde, em 21 de setembro, devido a problemas na classificação dos exames que levaram a criar uma época especial de exames para os alunos do secundário.
