No final da passada semana a Rua Serpa Pinto, no Centro Histórico de Santarém, onde a sede deste Jornal está instalada há mais de 130 anos, acordou bem mais colorida com umas fitas que a refrescam e lhe dão outra graça.

A ideia faz parte do projecto In.Str, iniciado em 2014, e que tem vindo, ao longo dos últimos 12 anos, a animar o Verão em Santarém.

Com a duração de pouco mais de três preenchidos meses, encaixa-se do solstício ao equinócio, com direito a brindes à chegada e à partida.

O Verão In.Str nasceu como “grito de vida e de vitalidade” dos agentes culturais do Concelho, em redor da promoção e valorização do Centro Histórico, mas também alargada a outros locais, através do Projecto Vilas e Itiner’Arte.

É uma aposta ganha, posta à disposição de quem tem de permanecer neste território durante os quentes meses de Verão e, desta forma, permitindo usufruir de Santarém como um enorme e concorrido palco de Verão.

O In.Str pensou-se para isso mesmo: trazer animação a quem vive e visita acidade, onde a cultura está ao alcance do simples olhar de uma janela, de uma soleira de porta, entra pelos bairros dentro e vai ao encontro dos seus públicos.

Os pátios animam-se, os jardins das urbanizações em redor do planalto são os novos palcos da cidade. As noites convidam.

Apareçam onde vivem, porque o ‘In Santarém’ vai ao vosso encontro.

E as alegres fitas da nossa ‘Rua Direita’ agitadas pelo vento fazem-se ouvir num concerto. Curiosamente, já fazem ‘ciúmes’ a comerciantes e moradores de outras artérias da cidade, que reclamam para eles o direito de também ter nas suas ruas estas vivaças decorações que não anulam, mas disfarçam o calor de quem tem de passar o Verão nesta quente cidade.

Quem nasceu nesta rua, como eu, acha que tudo o que se fizer para lhe dar cor virá sempre por bem. A ideia é feliz e refresca os olhos de quem passa. Logo no primeiro dia não faltaram as fotos dos turistas que assim levaram consigo uma Santarém bem mais alegre e colorida.

Como este Jornal é uma porta aberta onde os transeuntes espreitam e ousam dizer de sua justiça – uns mais sérios, outros mais em tom de graça – não faltou quem dissesse que a decoração é como colocar rouge e batom num rosto vincado pelo tempo: ajuda a disfarçar as rugas do casco antigo, mas elas estão lá.

Sempre que fazemos ‘zoom’ ao centro histórico ampliamos a necessidade de o revitalizar, de requalificar as fachadas, de lavar as suas ruas, arrancar as ervas daninhas, no fundo, cuidar do espaço público, às vezes pequenos gestos que fazem toda a diferença.

Dar vida a este território é, por isso, um constante desafio, aliciante e colectivo. E que venha a festa! Estamos ‘In’.

 

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