A Expoégua arranca hoje na Golegã, com um programa que cruza provas equestres, gastronomia, vinho e animação cultural, afirmando-se “como um evento de excelência na avaliação de animais”, disse hoje o vice-presidente da Câmara, Diogo Rosa.

Em declarações à Lusa, o autarca admitiu que a edição deste ano não apresenta “novidades que se destaquem”, mas sublinhou a consolidação do evento enquanto espaço de excelência profissional na avaliação de equinos.

“A Expoégua continua a posicionar-se, cada vez mais, como um evento de excelência profissional na avaliação de animais”, afirmou Diogo Rosa, destacando a presença de criadores e participantes nacionais e estrangeiros.

O programa decorre até domingo e inclui o Concurso Nacional Expoégua, no sábado, com provas de avaliação de poldros e éguas de diferentes idades, bem como a entrega de prémios e distinções do setor.

Estão ainda previstos concursos de ‘dressage’ e provas de equitação de trabalho e de atrelagem ao longo dos quatro dias.

A iniciativa é acompanhada por atividades paralelas, nomeadamente a “Mostra Gastronómica do Peixe do Rio” e o “Salão do Azeite”, integrados no IV Festival da Biosfera, que decorre em simultâneo.

Segundo Diogo Rosa, a edição deste ano conta com a participação de novos produtores do concelho, dois de azeite e um de vinho, que se estreiam no evento com o objetivo “de promover os seus produtos”.

Quanto à afluência, o autarca admitiu que não é possível quantificar o número de visitantes, dado tratar-se de uma feira com entrada livre, mas garantiu que o evento atrai “milhares de participantes” ao longo dos quatro dias.

“Uns vêm pelas provas desportivas, outros com interesse económico na aquisição de animais, e há também quem participe na componente de animação noturna”, explicou.

O impacto económico na região é considerado significativo, com o vice-presidente a referir que a capacidade de alojamento no concelho está esgotada durante o evento.

“Neste momento, já não é possível alugar alojamento local nem quartos de hotel, o que demonstra que a ocupação está no máximo”, disse, acrescentando que um cenário idêntico se verifica na restauração.

Diogo Rosa destacou ainda a especificidade da Expoégua no panorama nacional, apontando que o certame foi criado para valorizar a égua, frequentemente secundarizada face ao garanhão.

“É dar destaque a algo que nenhum outro evento faz em Portugal, que é a égua, enquanto elemento essencial na produção e valorização do cavalo”, frisou.

Relativamente ao orçamento, o autarca explicou que a organização está a cargo da Associação de Criadores, sendo o município responsável por algumas despesas operacionais.

No total, o investimento global ronda os 80 a 90 mil euros, incluindo o contributo municipal e o da associação organizadora.

O programa inclui ainda momentos de animação musical e cultural, com concertos, atuações de ranchos folclóricos e atividades noturnas, distribuídas por vários espaços da vila, como o Centro de Alto Rendimento (Hippos Golegã) e a Praça Manuel Tavares Veiga.

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