Foto: Festival Vapor

O Festival Vapor regressa entre 12 a 14 de Setembro ao Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, com um programa de música e literatura, a que se juntam espectáculos de rua, cinema e projectos com a comunidade.

Sob o tema genérico “Fantasiar o Futuro”, o festival, que assinala este ano a quinta edição no Entroncamento, distrito de Santarém, apresenta uma “programação contemporânea” e “multidisciplinar”, com concertos, filmes, exposições, literatura, feira do livro, oficinas e muitas actividades ‘steampunk’ para todas as idades, a par de projectos de integração comunitária, indicou hoje a organização, em comunicado.

Apostando no “envolvimento directo das comunidades locais” — cujos ensaios tiveram início esta semana — o Festival Vapor aposta este ano numa “forte componente participativa, unindo residentes, migrantes e imigrantes”.

Num dos projectos comunitários, anunciou a organização, será desenvolvido um modelo de co-criação entre o “Colectivo Espaço Invisível” e “dezenas largas” de participantes, em que “o resultado será um espectáculo multidisciplinar”, que cruza música, dança, artes visuais e teatro, “a partir do território habitado e do seu lugar no futuro”.

Outro projecto comunitário intitula-se “refleƆtion”, uma criação de Alexandra Fernandes, e que tem por base um projecto fotográfico que “propõe uma nova forma de olhar o território”, envolvendo jovens locais num “cruzamento entre arte e consciência ambiental”.

O resultado será apresentado numa exposição colectiva durante o festival, “mapeando boas práticas” no Entroncamento “através da imagem”.

Direccionado para as escolas e famílias, o Vapor convida ainda a “Mais Uma Volta… Mais Uma Viagem”, uma instalação lúdica e intergeracional, num projecto que integra um espectáculo-concerto protagonizado por um grupo de jovens músicos ucranianos refugiados em Portugal.

Ainda no âmbito artístico e comunitário, o “Leirena Teatro”, por sua vez, vai desenvolver um “projecto teatral, inclusivo e multidisciplinar”, em parceria com o CERE – Centro de Ensino e Recuperação do Entroncamento e a Carruagem 23 – Artes do Entroncamento, que envolve o público em momentos de contacto e interactividade através de acções performativas de rua onde “todos têm voz, todos têm lugar e todos podem seguir caminho”.

No encerramento do festival, e em estreia nacional, será apresentado “Dragon Time”, da companhia francesa elixir, um “espectáculo de grande escala” no exterior do Museu Nacional Ferroviário, onde luz, fumo, desenhos de fogo e fibra óptica se combinam numa coreografia com proezas acrobáticas e malabarismos.

A organização indicou ainda que, no campo musical, ao já anunciado concerto de Bia Maria, junta-se o “Coro dos Comuns”, projecto criado no âmbito dos “Caminhos do Médio Tejo” e que reúne comunidades de Constância e Entroncamento num “exercício de canto livre e partilhado”, sob direcção do maestro Vítor Ferreira.

Já no cinema, em parceria com o “Planos Film Fest”, o festival apresenta uma selecção de curtas-metragens numa “viagem por diferentes culturas”, propondo “vários olhares sobre o tema da esperança”.

Estas actividades juntam-se aos concertos de Expresso Transatlântico, Selma Uamusse, Bateu Matou, Mão Morta, Sarah McCoy, forest, Bia Maria e Memória de Peixe, previamente anunciados pela organização do Vapor.

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