Foto Ilustrativa

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) prevê uma “forte adesão” à greve geral marcada para quinta-feira no distrito de Santarém, alertando para impactos significativos em serviços municipais e empresas do setor empresarial local.

Em comunicado divulgado hoje, a Direção Regional do STAL de Santarém indica que a paralisação de 24 horas deverá afetar autarquias, uniões e juntas de freguesia por todo o distrito de Santarém, assim como serviços de água e saneamento, escolas, jardins-de-infância, piscinas, bibliotecas, tesourarias e atendimento administrativo.

O sindicato refere que os objetivos da greve geral passam por “derrotar o pacote laboral”, combater “baixos salários, injustiças e desigualdades” e “exigir aumentos salariais”.

Entre as reivindicações apresentadas no comunicado, o STAL pede a atualização do suplemento de insalubridade, penosidade e risco (SIPR), a redução do horário de trabalho para efeitos de reforma e mais dias de férias.

Defende também a reposição integral do direito à indemnização por acidente de trabalho ou doença profissional, a identificação e regulamentação das profissões de desgaste rápido e a criação de suplementos para trabalhadores que asseguram serviços essenciais fora do horário normal.

Segundo o sindicato, as propostas do Governo representam “um ataque aos direitos consagrados na Constituição” e um “retrocesso inaceitável”, que “agravam problemas existentes” e favorecem as “pretensões do capital”.

“É um frete às pretensões do grande capital que os patrões aplaudem, já que desejam trabalhadores descartáveis com salários de miséria”, lê-se no comunicado.

O comunicado refere ainda que a greve geral decorre num contexto de “agravamento das condições de vida” e “lucros recorde” dos grandes grupos económicos, acusando o governo de “presentear” com “borlas fiscais” as principais empresas.

“Enquanto se agravam as condições de vida de trabalhadores, reformados e jovens, devido aos baixos salários e pensões, ao aumento do custo de vida e à dificuldade de acesso a bens e serviços, os grandes grupos económicos acumulam lucros milionários”, escreve o sindicato, recordando que, no setor bancário, BCP, Santander, Novo Banco e BPI arrecadaram quase 1.500 milhões de euros em comissões até setembro.

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