O Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) vai passar a disponibilizar a nova valência de consulta de Cardio-Oncologia. Esta consulta vai ser assegurada pela Dra. Isabel Monteiro, a partir de 21 de Fevereiro, e tem como público-alvo os doentes oncológicos com potenciais complicações cardíacas associadas aos tratamentos realizados contra o cancro.

“O aumento da sobrevida de doentes com cancro nas últimas décadas é um dado inequívoco, resultado de um diagnóstico precoce e do desenvolvimento de novos fármacos e terapêuticas. No entanto, alguns tratamentos envolvidos na abordagem à doença oncológica, como a radio ou a quimioterapia, actuam também sobre o coração, podendo provocar efeitos adversos e o desenvolvimento de comorbilidades, comprometendo significativamente a qualidade de vida dos doentes”, refere o CHMT em comunicado.

Ainda segundo a unidade hospitalar, a consulta de Cardio-Oncologia do CHMT parte desta realidade e pretende, com esta nova valência, prevenir, diagnosticar e tratar doenças cardiovasculares nos doentes oncológicos, permitindo que estes possam realizar os tratamentos oncológicos prescritos com a maior segurança, minimizando o impacto dos efeitos adversos e optimizando os resultados da terapêutica. Uma monitorização adequada em sede de Cardio-Oncologia vai permitir identificar e corrigir precocemente complicações que possam surgir, promover uma terapêutica oncológica completa, aumentar a probabilidade de cura e, paralelamente, melhorar a qualidade de vida.

David Durão, director do Serviço de Cardiologia do CHMT, explica a pertinência da criação desta consulta: “Os doentes oncológicos têm maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, porque algumas terapêuticas oncológicas são potencialmente cardiotóxicas, apesar de cada vez mais eficazes no tratamento do cancro. Há cada vez mais doentes oncológicos com problemas cardíacos e torna-se evidente a pertinência desta valência, que permite uma abordagem transversal que actua precocemente para evitar complicações cardíacas que, sem adequada monitorização, podem comprometer a qualidade de vida dos doentes oncológicos”.

Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração do CHMT, afirma que “o reforço da resposta assistencial à doença oncológica é um desígnio assumido pelo CHMT. A criação da consulta de Cardio-Oncologia assenta numa abordagem multidisciplinar entre oncologistas, pneumologistas, radioterapeutas e cardiologistas, que permite oferecer cuidados de saúde de qualidade e proximidade aos doentes oncológicos da região do Médio Tejo”.

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