Foto de Arquivo
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O incêndio que deflagrou no sábado em Vila de Rei e que afecta Mação tem 60% da sua área dominada, afirmou hoje o Comandante do Agrupamento Centro Sul, salientando que o fogo é extenso e arde em terreno difícil.

O incêndio de Vila de Rei (Castelo Branco), que durante a noite passou também a afectar o concelho de Mação (Santarém), “tem cerca de 60% da sua área dominada”, afirmou Belo Costa, ressalvando que este fogo tem uma “dimensão bastante apreciável” e o trabalho dos operacionais “é dificultado pelo tipo de terreno” onde arde.

“Estamos empenhados e a redefinir uma estratégia intensa para resolver o incêndio o mais rapidamente possível”, frisou o Comandante do Agrupamento Centro Sul da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), que falava aos jornalistas num ‘briefing’ que decorreu na Escola Secundária da Sertã.

A combater o fogo, com cabeça de incêndio em Mação, estão mais de 700 operacionais, com reforços que chegaram durante a noite e início da manhã, apoiados desde as 08:30 por oito meios aéreos, informou.

De momento, não há localidades em perigo, estando apenas cortada a estrada nacional 238 que liga Mação a Vila de Rei, disse.

Segundo Belo Costa, o incêndio que começou em Vila de Rei andou cerca de 25 quilómetros, desde a sua origem até à frente mais distante, não tendo uma “largura muito significativa”.

Hoje, os operacionais estão preparados “para um dia difícil”, com temperaturas elevadas e com o vento a intensificar-se a partir das 10:00, querendo entrar “nesse período de maior adversidade meteorológica” com a grande maioria da área do incêndio de Vila de Rei dominada, vincou.

“Ontem, sábado, confrontámo-nos com uma área relativamente limitada do distrito de Castelo Branco com um sem número de ignições quase em simultâneo”, notou o comandante, referindo que foi um desafio acrescido dar resposta a tantas ocorrências “em sítios todos eles classificados como sensíveis”.

Os dois incêndios que lavravam no concelho da Sertã desde sábado foram dominados durante a noite, mantendo-se os operacionais no terreno para garantir que não há reactivações durante o dia, explicou.

Durante a noite, foi necessário deslocar algumas pessoas para fora das suas áreas de habitação, mas já regressaram às casas, acrescentou.

Questionado sobre o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), Belo Costa assegurou que não houve qualquer falhas nas comunicações deste sistema.

Os três incêndios no distrito de Castelo Branco provocaram sete feridos ligeiros e um grave.

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