Presidente da Câmara destacou “mais de mil milhões de euros” de investimento privado no concelho e pediu a revisão do Código dos Contratos Públicos e da Lei das Finanças Locais
O presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, afirmou no 43.º Congresso Nacional do PSD, realizado este fim-de-semana em Sangalhos, Anadia, que o concelho vive o maior ciclo de investimento público das últimas três décadas e destacou a existência de “mais de mil milhões de euros” de investimento privado em curso no território.
Numa intervenção perante os congressistas social-democratas, João Teixeira Leite enquadrou o momento actual de Santarém num “novo ciclo” político e governativo, que associou ao “reformismo” defendido pela liderança do PSD e pelo Governo liderado por Luís Montenegro.
“Há 30 anos que Santarém não beneficiava de tanto investimento público, porque temos um Governo empenhado”, afirmou o autarca, dirigindo-se ao primeiro-ministro e aos ministros presentes no congresso.
João Teixeira Leite referiu, em particular, investimentos associados às infraestruturas, à educação e ao ambiente, defendendo que estes sectores são determinantes para a afirmação do concelho e da região. O presidente da Câmara sublinhou ainda o enquadramento da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo e da nova região Oeste e Vale do Tejo, que considerou relevantes para a valorização territorial de Santarém.
Na mesma intervenção, o autarca afirmou que Santarém vive também “valores de recorde de investimento privado”, com “mais de mil milhões de euros de investimento privado” no concelho. Para João Teixeira Leite, este investimento é “condição essencial para o desenvolvimento dos territórios e para a coesão territorial”.
O presidente da Câmara defendeu que o investimento público deve garantir qualidade de vida, mas também funcionar como “efeito multiplicador” para atrair investimento privado.
João Teixeira Leite aproveitou ainda a intervenção para defender a necessidade de revisão do Código dos Contratos Públicos e da Lei das Finanças Locais, duas matérias que considerou essenciais para reforçar a dinâmica económica e territorial em curso.
“Para reforçarmos a dinâmica que está em curso em Santarém e em Portugal, é essencial continuarmos muito empenhados na revisão do Código dos Contratos Públicos, mas também na revisão da Lei das Finanças Locais”, afirmou.
No final da intervenção, o presidente da Câmara de Santarém associou a acção política local à agenda reformista do Governo, sustentando que “a maior reforma” passa por “nunca desistir de reformar Portugal”.
