Caros leitores do Correio do Ribatejo, é com imenso prazer que, mais uma vez, me dirijo a todos vós por intermédio desta pequena carta. Neste final de mês tivemos a oportunidade de celebrar a Revolução de Abril, de forma diferente e por alguns criticada, recordando os heróis daquele dia e dos que se seguiram até que o nosso Portugal tivesse realmente a prometida Liberdade e Democracia que esteve na origem do Movimento das forças Armadas.

E neste tempo diferente, onde abdicamos de parte das nossas liberdades em prol do bem comum, damos certamente muito mais valor a esta conquista de Abril e a outros pequenos gestos que julgávamos eternamente garantidos. Já sentimos falta de um simples aperto de mão, de um abraço, do carinhoso cumprimento com um beijo, da companhia da família e dos amigos, coisas que hoje parecem tão distantes e que todos tomávamos como certas.

E tudo isto leva-nos ao trabalho que hoje fazemos no nosso Parlamento, onde tenho a honra de representar o Distrito de Santarém. Um trabalho menos visível nestes tempos de Estado de Emergência mas igualmente intenso e recompensador para quem quer dar o melhor pelo seu país.
É ao Parlamento que cabe aprovar todo um conjunto de legislação que possibilita os apoios às famílias, às empresas e seus trabalhadores e ao Poder Local, leis que resultam de um duro trabalho de negociação e que, muitas vezes, não são isentas de falhas, posteriormente corrigidas, dada a urgência da sua promulgação e implementação na comunidade, face a estes tempos que vivemos. Apesar de não ser visível, é um trabalho intenso, no qual desempenho o meu papel com todo o gosto, apesar das longas horas de estudo e conversação que me exige, de forma a que as propostas apresentadas sejam as que efetivamente melhor servem o nosso País e os Portugueses.

Citando o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no seu discurso de 25 de Abril, “Esta hora impõe-nos unidade, unidade que não é nem unicidade nem unanimismo, mas unidade entre os Portugueses” e é com essa unidade que temos trabalhado, sem deixarmos de criticar ou sugerir outros caminhos, mas procurando o melhor para Portugal. O tempo do balanço, da avaliação virá no futuro, no final desta onda pandémica, quando nos voltarmos todos a reunir em família, em grupos de amigos, celebrando como fazíamos naqueles tempos que já nos parecem tão distantes mas sobre os quais não passaram nem dois meses.
Despeço-me com um grande e sentido abraço, distante, a todos vós, fazendo votos para que fiquem todos bem!

Com amizade, Isaura Morais – Deputada do PSD eleita por Santarém

Leia também...

Alcanena

Poucos meses eram passados sobre o 25 de Abril de 1974 quando a recém criada Comissão de Luta Anti Poluição do Alviela (CLAPA) lançava…

Transição Digital, um desafio estratégico que todos devemos abraçar

O tema da Transição Digital foi debatido em Plenário no passado dia 21 de novembro, sendo esta uma questão transversal a toda a Sociedade.…

Somos nós os principais responsáveis pela calamidade que coloca em causa o nosso futuro

Alguns de nós chegámos aqui há pouco tempo. Não me refiro à Assembleia da República, ao Governo ou à nova Comissão Europeia. Refiro-me aos…

É preciso apoiar as pequenas empresas

O essencial do tecido económico português é composto por micro, pequenas e médias empresas que têm sido precisamente as mais afetadas economicamente pela pandemia…