Vinte e quatro pequenas e médias empresas (PME) da região de Santarém viram aprovadas candidaturas a fundos comunitários num total de cerca de 1,5 milhões de euros, anunciou hoje a associação Nersant.

“Esses apoios representam o esforço que a associação empresarial fez em prol dos empresários, dos empreendedores e das pequenas e médias empresas da região de Santarém”, disse à Lusa o presidente da Associação Empresarial da Região de Santarém – Nersant, com sede em Torres Novas e com cerca de três mil associados.

Para Pedroso Leal, que destacou o esforço da equipa dedicada ao empreendedorismo no acompanhamento destes projetos, “a conquista dessas verbas significa que elas são investidas na região e significa que o tecido empresarial está atento e continua a estar atento àquilo que são as necessidades e as possibilidades de obter apoios”.

A Nersant, enquanto entidade de acompanhamento credenciada para o Empreende XXI e com habilitação para “apoiar e submeter de forma gratuita as candidaturas da região”, foi, segundo o representante, peça central neste processo.

Em causa está um programa que apoia até 200 mil euros, e com uma taxa de financiamento de 85%. Entre os novos projetos estão empresas criadas há menos de seis meses.

São despesas elegíveis no Empreende XXI os investimentos relevantes para a implementação do negócio, como em máquinas e equipamentos, mobiliário e equipamento informático, bem como despesas com obras de adaptação e remodelação das instalações, aquisição de viaturas e um fundo de maneio referente ao projeto, até 50% do investimento elegível.

“Estamos a olhar muito em particular para as PME, para os protocolos com os novos empreendedores, para as startups, e, portanto, é preciso estar atento às nossas informações e, naturalmente, concorrer a esses avisos para que o dinheiro seja investido no distrito de Santarém”, disse Pedroso Leal.

A associação continua a colocar à disposição dos empresários um conjunto de avisos que estão a sair e que permitem não só a valorização, a qualificação e a sua modernização dos seus projetos, mas também a obtenção de apoios comunitários significativos.

A Nersant tem-se debatido com dificuldades financeiras, tendo sido aprovada este mês uma moção de confiança à atual direção.

Pedroso Leal, eleito em agosto de 2023, já havia afirmado à Lusa ter encontrado “uma associação endividada”, que “tem um conjunto de dívidas com alguma importância, umas garantidas por hipoteca, outras não, e que naturalmente preocupam qualquer gestor”.

No final de janeiro, a Nersant aprovou as linhas estratégicas e um orçamento de 1,9 milhões de euros (ME) para 2024.

Pedroso Leal disse pretender recorrer ao capital da associação, que está representado por valores imobiliários avaliados em 8 ME. Este património “pode ser vendido ou hipotecado”, em caso de necessidade, como é o caso do pavilhão de feiras da Nersant, em Torres Novas, “avaliado pelas Finanças em 1,9 ME”, o que permitiria resolver no imediato dívidas com atrasos.

Em 20 de março, numa assembleia geral com 69 associados, o dirigente, além de fazer um ponto de situação sobre a intenção de venda do pavilhão, ainda sem comprador, apresentou uma iniciativa que descreveu como de “vital importância para o futuro”.

“Trata-se do projeto de rejuvenescimento da zona urbana adjacente ao pavilhão de exposições da associação, em Torres Novas”, com hipoteca do terreno, e “proposto com a intenção de criar uma Academia Sénior para Empresários”, explicou o representante,

A assembleia geral da Nersant terminou com a aprovação, por maioria, com cinco abstenções, de um voto de confiança à atual direção, tendo Pedroso Leal apelado à união.

“Neste momento, é fundamental mantermo-nos unidos como comunidade empresarial, comprometidos com o crescimento e desenvolvimento da nossa região. Juntos, superaremos os obstáculos e alcançaremos novos patamares de sucesso”, concluiu.

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