A Mata Nacional do Escaroupim vai passar a ter um percurso pedestre de natureza, com partida e chegada ao Largo dos Avieiros, na aldeia do Escaroupim, que pretende dar a conhecer aos turistas e caminhantes todo o vasto e imponente património natural da aldeia avieira, do Rio Tejo e daquela Mata.

Numa equipa composta pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Entidade de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERTAR) e Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), foi possível o desenvolvimento de um projecto que cumpre os requisitos do programa “Walking Ribatejo”, lançado pela ERTAR, num percurso de tipologia circular, de 8,5 quilómetros de extensão, aprovado pelo ICNF e homologado pela Federação Portuguesa de Montanhismo.

“Foi a oportunidade que aguardávamos para colocar em prática a intenção municipal de valorização do património que constitui a Mata do Escaroupim, sob diversas perspectivas, que vão da diversidade de espécies, importância histórica, dimensão, legado, entre outros”, explica o Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Hélder Manuel Esménio.

O percurso está pensado para poder ser executado por uma faixa etária muito abrangente, no intuito de incentivar à prática desportiva e à descoberta deste recurso natural público existente há séculos no concelho de Salvaterra de Magos.

Com um grau de dificuldade em consonância com este objectivo de valorização, o percurso completo tem uma duração estimada de aproximadamente três horas para ser integralmente cumprido, podendo ser realizado durante todo o ano, beneficiando o caminhante/turista das inerentes alterações paisagísticas no percurso em função da estação do ano.

“O projecto já foi aprovado, pelo que terão início, muito em breve, os trabalhos de implementação no terreno deste traçado meticulosamente definido no interior da Mata Nacional pelos técnicos do ICNF, que permitirá a visita aos vários talhões da mata e o contato com a grande diversidade de espécies”, adiantou o Presidente da Câmara Municipal.

“Através desta efectiva concretização, este será o primeiro de vários percursos e rotas pedestres que teremos implementados no concelho, com percursos que, embora de distintas temáticas se complementam, inclusive com vários troços comuns”, acrescentou.

Inicialmente denominado de Pinhal do Escaroupim, foi até 07 de Abril de 1836 administrado pela Montaria-Mor do Reino. Desde então, e até ao presente, é propriedade do Estado Português. O visitante irá também saber que, embora originalmente constituída por povoamentos de pinheiro-bravo e pinheiro-manso, a partir de 1907 foram reconvertidos para povoamentos de eucalipto, tornando-se durante a II Guerra Mundial num importante fornecedor de combustível para as locomotivas que passavam na Ponte Rainha Dona Amélia, entre muitos outros aspectos de inegável interesse histórico e contemporâneo da Mata, seja por exemplo na madeira fornecida para as naus dos Descobrimentos ou na folhagem que diariamente alimenta os coalas do ZOO de Lisboa.

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