O Movimento Cívico “Fátima Escola para Todos” exigiu ontem o aumento do número de turmas nos estabelecimentos de ensino da cidade para acolher os alunos residentes e aqueles cujos pais ali desenvolvem a sua actividade.

Neste momento, denuncia o movimento, 100 alunos ficaram sem colocação nos três colégios privados de Fátima que asseguram o ensino no 2.º e 3.º ciclo e secundário, em regime de contrato associação, devido à falta de ensino público a partir do 1.º ciclo.

“Nos últimos anos e, sobretudo, neste ano ano lectivo, o número de turmas atribuído à área geográfica de Fátima não contempla a totalidade dos alunos que cumprem os critérios definidos por lei”, considera Nuno Prazeres, do Movimento Cívico.

Em declarações à agência Lusa, Nuno Prazeres refere que, segundo os critérios definidos pelo Governo, existem “100 crianças que não têm a opção de ficar em Fátima e que estão a ser encaminhadas para Ourém, Caranguejeira ou Batalha, a mais de 15 quilómetros, para terem aulas”.

“O que nós pedimos é que sejam criadas as condições para que os miúdos de Fátima e aqueles cujos pais trabalham em Fátima sejam colocados na sua área de residência e de trabalho, conforme diz a lei, afim de estabilizar toda a comunidade educativa”, sublinhou.

O movimento recorda que o concelho de Fátima é um caso específico, sem escola pública a partir do 1.º ciclo, que tem cerca de 15 mil habitantes e uma população flutuante diária na ordem das 25 mil pessoas devido aos trabalhadores dos vários sectores de negócio.

Segundo Nuno Prazeres, actualmente, ainda existe outra agravante devido ao facto de turmas com alunos com necessidades educativas especiais estarem superlotadas.

A lei “diz que turmas que tenham crianças com necessidades especiais só podem ter até 20 alunos e, neste momento, temos essas mesmas salas com 28 a 30 alunos”.

“Estamos a ser prejudicados”, sublinhou.

O Movimento Cívico “Fátima Escola para Todos” lançou um abaixo-assinado no dia 24 de Agosto “para obrigar o Governo cumprir a lei”, que registou até 14 de Setembro mais de 5.500 assinaturas.

No dia 25 de Setembro, o movimento desloca-se à Assembleia da República para entregar a petição e reunir com os grupos parlamentares do CDS, PSD e PS.

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