Os museus, palácios e monumentos nacionais vão ter uma plataforma ‘online’ onde o público poderá aceder a informação, reservar e comprar bilhetes, projecto que deverá estar pronto no início de 2021, revelou fonte oficial.

De acordo com a ministra da Cultura este projecto enquadra-se nas políticas públicas em curso para melhorar a gestão e eficácia do funcionamento de museus, palácios e monumentos através de infraestruturas tecnológicas.

A conclusão deste projecto foi anunciado à agência Lusa, a propósito do relatório preliminar do Grupo de Projecto Museus no Futuro (GPMF), que foi entregue ao Conselho Geral dos Museus para análise e discussão na segunda-feira, numa reunião no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

O GPMF foi criado em 2019 no âmbito do novo regime jurídico de autonomia de gestão dos museus, e recebeu como missão reflectir e apresentar recomendações para medidas de políticas públicas para curto, médio e longo prazo.

Algumas propostas incluídas no relatório preliminar incidem na área da transformação digital, “bastante central, numa dupla perspectiva”, segundo a ministra da Cultura.

“Uma delas é a tecnologia a integrar nos museus, enquanto instituições, para melhorar as suas práticas de trabalho ao nível do funcionamento, da gestão de colecções, outra é a própria relação com o público em geral e os visitantes”, indicou.

O projecto de bilhética está a ser desenvolvido desde Abril deste ano, e é um sistema de gestão integrada ‘online’, que “deverá facilitar muito o acesso do público aos museus e melhorar a sua gestão”.

Acedendo a esta plataforma digital, uma família em qualquer ponto do mundo poderá obter informação e planear visitas a museus e monumentos em Portugal, comprando antecipadamente os seus bilhetes, como já acontece noutros países.

Na mesma área tecnológica está em curso um outro projecto – o Sistema de Informação do Património Cultural – que permitirá uma gestão integrada das colecções, e que está a ser desenvolvido em parceria com diversas instituições especializadas.

Ainda sobre as recomendações inscritas no relatório preliminar do GPMF, a ministra assinalou que foi dado particular destaque à área de públicos e de mediação, nomeadamente no caso dos grupos com necessidades especiais.

Nesta linha, a ministra recordou que foi criado em Fevereiro – em conjunto com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – um grupo de trabalho dedicado à área da acessibilidade e da inclusão para desenvolver boas práticas em museus e monumentos.

O grupo de projecto “sublinha no relatório que é muito importante trabalhar nestas políticas de inclusão e acessibilidade”, apontou.

De acordo com a ministra da Cultura, o relatório final deverá estar concluído no final do Verão, e ser apresentado em Outubro.

Para a criação deste relatório foram auscultadas organizações profissionais, especialistas nacionais e internacionais, e realizaram-se reuniões entidades como a Associação Portuguesa de Museologia (APOM), Conselho Internacional de Museus (ICOM-Portugal) e Acesso Cultura, entre outras entidades.

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