“Não existe inspiração, isso é um cliché. Existe trabalho”

Nuno Nunes-Ferreira é um artista plástico, natural de Lisboa, mas radicado em Santarém desde 2008. A sua arte baseia-se na crítica política e no conceptual. Já fez diversas exposições em Portugal e Espanha e conta com uma das suas obras na colecção permanente da Gulbenkian.

Como é que um artista plástico se inspira para fazer as suas obras? Não existe inspiração, isso é um cliché. Existe trabalho.

Qual é o processo criativo? Trabalhar muito e estar atento ao que me rodeia.

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Quais as suas influências para chegar às suas obras? A última obra realizada é sempre a melhor influência porque é ela que dita as regras para a seguinte.

O que tenta transmitir ao público? Eu não tento transmitir nada ao público porque o que faço é sempre um monólogo, meu, de mim para mim. Se por acaso agradar ao público melhor.

Onde é que já expôs os seus trabalhos? Exponho com regularidade em museus e galerias de Espanha e Portugal.

Quais as vertentes da arte usadas por si? Quase sempre um trabalho político e conceptual.

Onde é que o público pode ver as suas obras? Tenho neste momento uma exposição individual que termina este sábado na galeria Balcony em Lisboa, e tenho uma obra que pode ser vista sempre na colecção permanente do museu Gulbenkian.

Quais são os projectos que tem para o futuro? Estou a começar a preparar uma exposição individual para a Casa das Mudas, na Madeira, e um projecto colectivo com a artista Ana Vidigal para o museu do Chiado. Existem outros projectos pelo meio, mas que não posso ainda revelar…

Que conselhos dá a quem quer seguir esta arte? O melhor conselho é que não existem regras.

Qual para si é uma música imprescindível? Keith Jarret, “the köln concert”.

Quais são os seus hobbies favoritos? Não tenho hobbies. Gosto de frequentar alfarrabistas e feiras de velharias, mas não considero isso um hobbie porque de certa maneira o tempo que passo nesses lugares são um complemento para o meu trabalho.

Se pudesse alterar um facto na história, qual seria? Nenhum! Eu encaro a história como um acontecimento e uma memória que nos educa para o futuro.  

Se pudesse entrar num filme, qual escolheria? Não me importava de ter sido figurante no filme “Arca Russa” de Alexander Sokurov. Um filme rodado num único take, não editado, dentro do museu Hermitage.

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