Foi assinado esta quarta-feira, 20 de Outubro, um memorando de entendimento entre a NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém e o Governo do Estado da Bahia, visando a colaboração, através da partilha de informação sobre ambos os territórios, sobre oportunidades de negócio e de investimento.

O protocolo prevê também a colaboração na execução de projectos de cooperação, e a prestação de serviços aos agentes económicos, nomeadamente no âmbito do comércio externo e na promoção das exportações.

O acordo de cooperação foi assinado pelo presidente da direcção da NERSANT Domingos Chambel, e pelo Governo do Estado da Bahia, representado pelo seu vice-governador João Leão. Além do vice-governador do Estado da Bahia, a sessão contou com as presenças de dois Secretários de Estado, um deputado Estadual e outras individualidades baianas, assim como do presidente da Câmara municipal de Santarém, Ricardo Gonçalves, do vereador João Lucas, e elementos da direcção da NERSANT e diversos empresários da região.

A assinatura deste acordo realizou-se após uma sessão sobre “Oportunidades de Investimento, transferência de conhecimento e de tecnologia com o Estado da Bahia”, que marcou o regresso das sessões presenciais na NERSANT e estreou a nova sala da Startup Santarém, na antiga Escola Prática de Cavalaria.

Região do Ribatejo reúne condições para funcionar como placa giratória com o Brasil

O presidente da direcção da NERSANT, Domingos Chambel abriu a sessão, chamando a atenção para a nova sala onde se realizou esta sessão, nas instalações da antiga Escola Prática de Cavalaria, onde funciona a Startup Santarém, que alberga meia centena de empresas, fruto de uma parceria com a Câmara Municipal de Santarém, que tem permitido à Associação Empresarial realizar um importante trabalho de estimulo ao empreendedorismo na região, que tem permitido a criação de centenas de novas empresas, muitas delas a iniciarem a actividade na Startup Santarém. 

O presidente da NERSANT salientou o trabalho realizado por José Coimeiro, vice-presidente da direcção da NERSANT, que chamou a si fazer a ponte entre o Governo da Bahia e a Associação Empresarial, permitindo trazer à região a ilustre comitiva baiana.

Na apresentação, Domingos Chambel referiu que a NERSANT é maior associação empresarial de base regional, com mais de 3.000 empresas associadas, num território com uma população de 567 mil habitantes e uma área 7.000 km2. Uma dimensão relevante, mas incomparável, quando colocada ao lado dos números do Estado da Bahia, com os seus 567 mil km2 (área equivalente à França), 16 milhão de habitantes, e 720 mil empresas.

Para o presidente da NERSANT, tendo em conta os bons portos marítimos de Portugal, e a excelente localização geográfica, os acessos rodoferroviários, e as plataformas logísticas multimodais, a região do Ribatejo reúne um potencial óptimo para funcionar como placa giratória entre o Brasil e o mercado europeu de 500 milhões de consumidores.

Domingos Chambel defendeu a necessidade de pressionar os poderes políticos, para a supressão das taxas aduaneiras que ainda existem, colocando entraves ao investimento e trocas comerciais entre os dois países.

O presidente da NERSANT considera que o protocolo agora assinado com o Estado da Bahia vem fortalecer a cooperação entre os dois países e lança as fundações para um relacionamento económico e comercial mais robusto.

Bahia oferece um novo mundo de oportunidades de investimento para os portugueses

O vice-governador do Estado da Bahia, João Leão, começou por salientar que o Governo da Bahia está a concretizar um ambicioso plano de desenvolvimento integrado, com grandes investimentos na melhoria das infra-estruturas e logística, a fim de atrair novos investidores.

“As coisas acontecem muito rápido no Brasil, onde estamos a promover um leque de investimentos muito grande, em infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias, em novas pontes, e outras grandes obras em construção, através de PPP – parcerias público privadas, para as quais desafia as empresas portuguesas a participar”, disse o vice-governador e secretário do Planeamento do Governo da Bahia.

“Há 6 anos, o Estado da Bahia era o 23.º vagão do comboio Brasil, que tem S. Paulo como locomotiva; e desde então a Bahia já subiu e hoje é o 10.º vagão e o objectivo agora é passar para 7.º e dentro de poucos anos tomar o 2.º lugar”, disse o Vice-Governador.

“É importantes podermos contar com Portugal como porta de entrada no mercado europeu”, disse João Leão, desafiando igualmente os empresários portugueses a investir na Bahia, aproveitando o imenso potencial de crescimento em todas as áreas, da construção de infra-estruturas (há milhares de km de rodovias e ferrovias para construir) até à exploração de minérios (o Estado é rico em ferro, cobre, níquel, ouro, prata, fosfatos…), com excelentes condições para agricultura e pecuária, e ainda sem indústrias para transformar as imensas matérias-primas aqui produzidas. Como exemplo, o Estado é um dos maiores produtores de algodão de qualidade superior, mas não existe nenhuma indústria têxtil, assim como não há agro-indústria para valorizar os produtos da região.

A região baiana do Médio São Francisco baiano é a nova fronteira agrícola do Estado da Bahia, onde está a ser implantado um gigantesco Polo Agro-industrial e Bioenergético, que vai criar 60 mil novos empregos. O projecto prevê a construção de 28 empreendimentos, dos quais 16 em implantação e 12 em análise.

Os projectos vão desde novas fazendas agrícolas, a fazendas e usina Serpasa Agroindustrial, uma fazenda escola modelo, entre outros. Destaque para o conjunto logístico FIOL-Porto Sul, um das mais importantes investimentos do Estado em infra-estruturas de ligação económica, que permitirá consolidar um corredor logístico de exportação para o Brasil, com centenas de km de ferrovia e rodovia a ligar todo o interior do estado ao novo porto de águas profundas no litoral.

O vice-governador salientou ainda o facto de a Bahia ser o 3.º maior produtor de bens minerais do Brasil, detendo a 2.ª maior reserva de gemas do país, o 4.º maior produtor nacional de ouro, 2.º maior de esmeralda e principal produtor de quartzo rutilado. A Bahia é também o líder nacional na geração de energias renováveis, tanto eólica como solar.

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