As obras de reabilitação da Ponte da Panela, que liga São Vicente do Paul a Vale de Figueira, no concelho de Santarém, deverão arrancar durante o mês de Outubro e terão um prazo de execução previsto de seis meses. A intervenção, há vários anos reclamada pelas populações, será executada pela Tecnovia, depois de a Câmara de Santarém e a Infraestruturas de Portugal (IP) terem encontrado uma solução para avançar com a empreitada.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara de Santarém, João Teixeira Leite, durante a reunião do executivo municipal de segunda-feira, 24 de Agosto. O autarca revelou que esteve reunido na semana anterior com a estrutura nacional da Infraestruturas de Portugal, em Almada, e garantiu que a obra deverá começar ainda no último trimestre deste ano.

“Se tudo correr bem, durante o mês de Outubro aquela empreitada vai iniciar”, afirmou João Leite, apontando para um prazo de execução de cerca de seis meses. O presidente reconheceu os constrangimentos que a situação tem provocado à população e salientou que o estado da estrutura se agravou depois das intempéries registadas no início deste ano.

A Ponte da Panela assegura uma ligação rodoviária e pedonal sobre a Linha Ferroviária do Norte entre as freguesias de São Vicente do Paul e Vale de Figueira. A travessia encontra-se interdita à circulação por razões de segurança, obrigando os moradores a recorrer a percursos alternativos.

A intervenção apresenta também dificuldades particulares do ponto de vista técnico e logístico. Segundo João Leite, uma parte significativa dos trabalhos terá de decorrer durante a noite, existindo apenas períodos de cerca de quatro horas disponíveis para efectuar determinadas operações junto à linha ferroviária.

A empreitada deverá ser adjudicada à Tecnovia, empresa que está igualmente envolvida noutra intervenção da Infraestruturas de Portugal em Santarém, relacionada com as passagens superiores às linhas ferroviárias. A possibilidade de mobilizar equipamentos, estaleiros e outros meios já existentes na região foi apontada pelo presidente da Câmara como uma das condições que permite agora avançar com a obra.

O processo já tinha conhecido um revés em 2025. O concurso público então lançado para a intervenção, com um valor base de 225 mil euros, ficou deserto por falta de propostas. O valor da nova adjudicação não foi revelado na reunião de Câmara.

Durante o período antes da ordem do dia, o vereador Pedro Ribeiro recordou que a resolução do problema já tinha sido anunciada anteriormente. O eleito assinalou que, em Fevereiro de 2022, João Leite apontara para uma solução num horizonte de cerca de ano e meio, prazo entretanto largamente ultrapassado.

Pedro Ribeiro considerou positiva a confirmação de que a obra vai avançar, mas sublinhou os prejuízos provocados pela demora, lembrando que a população tem sido obrigada a efectuar percursos mais longos através de alternativas que classificou como pouco adequadas.

João Leite defendeu que a solução agora encontrada permitirá resolver definitivamente o problema daquela travessia e reafirmou o compromisso de iniciar a empreitada ainda em 2026.

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