Caros Leitores deste nosso Correio do Ribatejo,
É com muito gosto que volto ao contacto com todos vós, numa altura em que estamos a terminar um ano tão difícil, quer em termos de saúde pública, económico social e em termos da nossa vida em família e em sociedade.

As últimas semanas de atividade parlamentar foram marcadas pela discussão em torno do Orçamento de Estado para 2021 e, mais uma vez, o debate e votação sobre o pedido de autorização da Declaração do Estado de Emergência proposto pelo Presidente da República, depois da reunião com o Infarmed e após ter ouvido o Governo e todos os partidos com assento Parlamentar, devido à evolução da Pandemia COVID-19, com duração de 15 dias.

E se há algo que afeta profundamente a vida de todos nós, é o Orçamento de Estado: um conjunto de documentos que estabelece as bases das políticas a seguir pelo Governo para o ano seguinte, que foi discutido e cuja sua votação final global aconteceu no passado dia 26 de novembro, em que o PSD votou contra. É nele que se definem impostos, investimentos públicos, políticas sociais, aumentos salariais, dotações orçamentais para áreas tão importantes como a Saúde, a Educação, a Segurança. No fundo, todo o conjunto de serviços que o Estado tem que prestar, com qualidade, a todos nós, Portugueses.

Mas, chegados ao fim do processo do OE2021 temos de constatar, e de lamentar, que o resultado seja em tudo semelhante ao dos anos anteriores: não olha para o presente nem olha para o futuro. Não olha para o presente no sentido em que, dada a crise sanitária e económica que o País atravessa, a generalidade das medidas são matérias meramente recorrentes nos sucessivos Orçamentos. O OE2021 não olha para o futuro porque está capturado pela extrema-esquerda, que se viu investida num poder que os eleitores, em boa verdade, nunca lhe conferiram. Mas esse é o preço que aos Portugueses, o Partido Socialista faz pagar, pelas dependências que escolheu para compensar a sua fragilidade.

Os eleitos do PSD pelo Distrito de Santarém deram o seu contributo, tanto na discussão na especialidade como nas propostas de alteração ao Orçamento que foram chumbadas. Dou como exemplo a proposta de apoio ao Turismo Religioso, que teve o voto contra dos Deputados do Partido Socialista, incluindo os Deputados eleitos pelo nosso Distrito, que previa um plano especial de apoio à economia de Fátima.

Num tempo em que se pede às empresas que se esforcem por conservar empregos, as empresas conservam os que podem! A verdade é que a atividade em 2020 diminuiu muito mais do que o emprego e, infelizmente, a destruição do emprego entre os mais vulneráveis é uma das nossas maiores preocupações.

Portugal e o nosso Distrito têm diante de si enormes dificuldades para ultrapassar. Os Deputados eleitos pelo nosso Distrito e o Partido Social Democrata estão empenhados em encontrar resposta para os Cidadãos e para as empresas.

Muito mais teria para vos dizer, mas terei mais oportunidades ao longo de 2021 de vos trazer mais notícias e novidades sobre os dias na Casa da Democracia, o nosso Parlamento.

Até uma próxima ‘carta’, com votos de um Feliz Natal para todos Vós, com as limitações e restrições que nos impõem, mas, principalmente, com os comportamentos que entendermos por convenientes para nos protegermos.

Isaura Morais – Deputada do PSD eleita por Santarém

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