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O PCP contesta o encerramento temporário da Segurança Social de Samora Correia, no concelho de Benavente, por considerar que a medida prejudica os habitantes da freguesia, tendo organizado ontem, dia 3 de agosto, uma concentração junto às instalações, para exigir a reabertura.

Em declarações à Lusa, o responsável da Comissão Concelhia de Benavente do PCP, Augusto Marques, afirmou que o funcionamento da Segurança Social na localidade “tem vindo a piorar desde a pandemia” e lamentou a redução progressiva dos dias de atendimento, a transferência de alguns serviços para outras localidades e o encerramento do serviço durante os meses de julho, agosto e setembro.

Segundo o dirigente comunista, o espaço já funcionava apenas uma vez por semana, à quarta-feira, antes do encerramento, que, disse, foi justificado pela Segurança Social com o período de férias.

“O que para nós é um contrassenso. Samora Correia vai receber o aeroporto Luís de Camões, tem 20 mil habitantes, está a crescer, e não faz qualquer sentido encerrar serviços públicos numa freguesia com estas características”, defendeu.

No comunicado enviado à Lusa, o PCP considera que o encerramento constitui “mais um exemplo do desmantelamento dos serviços públicos” e alerta para prejuízos para trabalhadores, reformados e cidadãos mais vulneráveis.

A estrutura partidária exige a reabertura do serviço, “com mais dias de atendimento, mais funcionários e mais valências”.

Augusto Marques sustentou que os principais prejudicados são os utentes que necessitam de recorrer à Segurança Social para tratar de prestações sociais, situações de desemprego, pensões ou juntas médicas. Alguns serviços passaram a ser assegurados em Benavente e outros em Santarém, obrigando a deslocações acrescidas.

“Santarém fica a cerca de 40 quilómetros daqui de Samora Correia”, salientou.

O partido não compreende o encerramento de um serviço que existe na freguesia há cerca de 30 anos, defendendo o reforço de recursos humanos e a “contratação de trabalhadores para garantir o funcionamento regular do atendimento”.

Sobre o papel da Câmara Municipal de Benavente, no distrito de Santarém, Augusto Marques espera que a autarquia pressione o Estado para repor o serviço, embora ressalve que a gestão da Segurança Social é uma competência da administração central.

Questionado sobre futuras formas de protesto, admitiu que o PCP ainda não tomou decisões, mas garantiu que a luta prosseguirá caso não haja respostas às reivindicações apresentadas.

A concentração está marcada para as 19:30, junto ao edifício da Segurança Social de Samora Correia.

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