O Ministério Público deduziu acusação contra um professor de equitação de crimes de violação, abuso sexual e pornografia sobre alunos, nos concelhos da Azambuja e Golegã, segundo o despacho, a que a agência Lusa teve acesso.
O homem, de 23 anos, está acusado de 37 crimes agravados de abuso sexual de menores dependentes ou em situação particularmente vulnerável, dois crimes agravados de violação, sete crimes agravados de pornografia de menores e um outro crime de abuso sexual de crianças agravado.
Segundo o Ministério Público, o arguido “aproveitou-se quer da relação familiar que mantinha com um deles, quer sobretudo da relação de ascendência com todos os ofendidos, por exercer a profissão professor de equitação em relação a cada um deles”,
O professor “delineou e executou um plano com o objetivo de obter a confiança e a amizade dos ofendidos e, posteriormente, obter fotografias e vídeos de cariz sexual com cada um deles, bem como praticar atos sexuais com os mesmos”.
O arguido satisfazia os seus intentos sexuais à custa da “menoridade, inexperiência e imaturidade, relação de amizade e confiança”, de ser professor de equitação dos ofendidos, bem como da sua “superioridade física e experiência sexual prejudicando e molestando o livre desenvolvimento e autodeterminação sexual” dos ofendidos.
O homem treinou crianças e jovens dos 6 aos 16 anos e acompanhava-os em competições, sendo ele próprio praticante da modalidade.
Os crimes ocorreram entre 2020 e 2025 nos concelhos da Azambuja e Golegã.
O professor de equitação foi detido pela Polícia Judiciária em dezembro de 2025, na sequência da denúncia de uma das vítimas e da consequente investigação policial.
Desde essa altura, encontra-se a aguardar julgamento em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa.
