A distrital de Santarém do PSD insiste na abertura da Base Aérea de Tancos, situada no concelho de Vila Nova da Barquinha, à aviação civil, defendendo que, nesta fase, esta estrutura funcione como Terminal 3 do Aeroporto de Lisboa.

“É a solução mais rápida e económica para o país, enquanto se discute a localização do novo aeroporto”, afirma a distrital social-democrata liderada por João Moura, na sequência do indeferimento da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) ao pedido de viabilidade para a construção do aeroporto no Montijo.

Para a distrital de Santarém do PSD, “a abertura à aviação civil da Base Aérea de Tancos pode ser a solução transitória, rápida e pouco onerosa para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa”, devendo, depois, funcionar como aeroporto regional.

Quanto à decisão sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa, o comunicado saúda que volte a estar em cima da mesa a possibilidade da sua construção no Campo de Tiro da Força Aérea, denominado de Alcochete, mas situado maioritariamente no concelho de Benavente.

Os sociais-democratas consideram ser esta “a solução ideal para a construção do novo grande aeroporto de Portugal”, por não ter “os constrangimentos espaciais, ambientais ou de operacionalidade do Montijo” e oferecer “a alternativa necessária para que Lisboa e o país possam ter, finalmente, uma infra-estrutura aeroportuária condicente com as necessidades do sector”.

Por seu turno, a abertura à aviação civil da Base Aérea de Tancos, como Terminal 3 do Aeroporto Humberto Delgado, seria “a solução transitória para o período em que o país projecta, financia e constrói o Novo Aeroporto de Lisboa”, para permanecer depois como aeroporto regional.

Este serviria “uma vasta região do país, nomeadamente com a proximidade do turismo religioso de Fátima e todo o interior centro”, acrescentam, salientando as “condições técnicas que pilotos e técnicos reconhecem como muito favoráveis”, bem como toda a rede de acessibilidades (a A1, a A23 e a A13, a Linha do Norte e a do Este e o nó ferroviário do Entroncamento).

“É possível implementar esta solução de Tancos de forma rápida e pouco exigente do ponto financeiro, respondendo às necessidades de promoção da coesão territorial, dado o enquadramento face à região Centro e ao interior do país”, afirmam.

Para a distrital do PSD, esta seria uma “oportunidade para consolidar o cluster regional em torno dos transportes e logística, com potencialidades significativas para a economia e para o emprego em toda a região”.

A proposta de criação de um aeroporto regional em Tancos tem vindo a ser defendida pelos 13 autarcas da região do Médio Tejo, que têm reafirmado a importância desta estrutura para as actividades “empresariais, militares, de turismo cultural, de lazer e religiosas, que há muito se reclamam”.

Para os autarcas, um aeroporto regional permitiria “uma penetração no mercado internacional das empresas da área da indústria automóvel (em Abrantes), curtumes (Alcanena), têxteis, exploração florestal, madeira, mobiliário (Sertã, Mação e Vila de Rei) e papel (em Constância e Torres Novas)”, alavancando “a dinâmica económica de toda região e o potencial turístico dos milhões de passageiros que se dirigem a Fátima”.

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